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Comunidade científica debate fixação de doutores durante a SBPC

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) iniciou estudos para apresentação de uma proposta de criação do Programa Nacional de Pós-Doutorado envolvendo todas as agências de fomento - CNPQ, Finep, fundações de pesquisa estaduais, entre outros. A afirmação, do diretor de Programas da Capes, José Fernandes de Lima, foi feita no encontro aberto sobre o tema políticas e instrumentos para fixação de doutores, na 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis (SC), nesta semana.

“A idéia é ampliar significativamente o número de doutores apoiados para que eles possam dar continuidade a suas pesquisas em universidades, centros de pesquisa e empresas”, disse Lima. O programa deverá levar em conta os interesses da política industrial e tecnológica do país, além do atendimento a áreas geográficas menos privilegiadas. As universidades beneficiadas com a presença desses bolsistas deverão oferecer contrapartida.

Durante o encontro, coordenado pela professora Clarissa Baeta Neves, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que também teve como debatedor o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vice-presidente da SBPC, Celso Pinto de Melo, o diretor de Programas da Capes apresentou o cenário da formação e fixação de doutores no país. Em 2005, mais nove mil doutores se formaram. Segundo ele, na década de 90 a absorção de doutores era feita majoritariamente pelas universidades, cerca de 70%; em seguida, vinha a administração pública com 10,9% e os institutos de pesquisa com 8,3%.

Após 1995, esclarece Lima, a velocidade de contratação das universidades federais diminuiu significativamente. Os doutores formados têm sido direcionados para outros setores. Hoje, 43% dos doutores estão no sistema nacional de pós-graduação, o restante está sendo aproveitado em outras atividades como docência na graduação, atuação em institutos de pesquisa e órgãos públicos. “Em 2010, este número deverá chegar a 30%.”

Lima acredita também que outros setores têm que aumentar a capacidade de absorção. “É muito pequeno o número de doutores absorvidos por parte das empresas, se formos comparar com a totalidade do parque industrial existente no país”, avalia.

Para o vice-presidente da SBPC, o que existe em termos de política para a fixação de novos doutores ainda não é suficiente. Segundo ele, o Brasil precisa agir rápido frente à atuação dos Estados Unidos e países europeus, que cada vez mais criam oportunidades para aproveitamento de pessoal qualificado. “Se nada fizermos hoje, onde estará o melhor da ciência brasileira dentro de 15 ou 20 anos?”, questiona.

O diretor de Programas da Capes destacou como iniciativa positiva de inserção de doutores o Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participação de Recém-Doutores (Prodoc) da Capes. A partir dele, os programas de pós-graduação de instituições de ensino superior públicas podem contratar recém-doutores. Durante o período de execução do projeto eles recebem bolsas de pós-doutoramento e o coordenador do Programa de Pós-Graduação, verbas de custeio. O programa prevê o investimento anual de R$ 24 milhões para o apoio de até 500 projetos das diversas áreas de conhecimento. (Assessoria de Imprensa da Capes)

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