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Haddad desafia Capes a contribuir para aumento de patentes

Foto: Wanderley PessoaO ministro da Educação, Fernando Haddad, lançou um novo desafio, nesta quarta-feira, 8, à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC): contribuir para aumentar o número de registros de patentes brasileiras. “O Brasil tem 2% da produção científica mundial, mas esse conhecimento não se traduz em patentes”, afirmou o ministro, durante a solenidade do 55o aniversário da Capes, no Palácio do Planalto. Outro desafio da Capes, segundo o ministro, é formar professores da educação básica.

Hoje, apenas 17 países produzem maior conhecimento científico do que faz o Brasil, que cresceu 8,3 vezes neste setor, nos últimos 25 anos. Dados da Capes indicam que esse crescimento de 2004 para 2005 foi de quase 20%, o maior do mundo. “Ultrapassamos países com larga tradição científica como Bélgica, Israel, Noruega, Finlândia e muitos outros”, explicou o presidente da Capes, Jorge Guimarães. Contudo, segundo o ministro, o País tem menos de 0,5% das patentes registradas no mundo e menos ainda deste percentual com relação às patentes comercializadas.

A Capes, o MEC, o CNPq e o Ministério da Ciência e Tecnologia, na opinião do ministro, podem somar esforços e traduzir a produção científica em tecnologia. Ao mesmo tempo em que todos devem olhar a educação básica de outra maneira, é preciso também olhar a pós-graduação com outros olhos e enfrentar o desafio de “traduzir a eficiência da produção científica no aumento do trabalho e da produção”, explicou Haddad.

Foto: Wanderley PessoaReitores, parlamentares, dirigentes da Capes, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do CNPq, o ministro Sérgio Resende, da Ciência e Tecnologia, e o presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Carlos Henrique Custódio, participaram da solenidade no Planalto. O ministro entregou prêmios a doutores e os Correios lançaram um selo e o carimbo comemorativo dos 55 anos da Capes.

Em nome dos premiados, Ana Lúcia Almeida Gazzola, diretora do Instituto Internacional da Unesco para a Educação Superior na América Latina e Caribe (Ielsac), lembrou do difícil momento em que o então presidente Fernando Collor decretou o fechamento da Capes no seu primeiro dia de governo. Medida impedida pelo esforço e união da comunidade científica. “Hoje, a Capes forma 10.500 doutores por ano e é um orgulho de todos”, comentou.

Susan Faria

 

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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