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Enem

Sociedade conhecerá melhor as escolas que oferecem educação de qualidade no Brasil

  • Quarta-feira, 05 de agosto de 2015, 15h35

O ministro Janine Ribeiro, entre o presidente do Consed, Eduardo Deschamps, e o presidente do Inep, Chico Soares, apresentam os dados do Enem por Escola 2014 (Foto: João Neto/MEC)A sociedade vai conhecer melhor as instituições de ensino que realmente ajudam os alunos a melhorar nos estudos. Isso será possível com novos indicadores propostos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pelo Ministério da Educação. A medida foi anunciada em entrevista coletiva de divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola, edição de 2014. Participaram da coletiva o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o presidente do Inep, Chico Soares, e o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps.

Tiveram os resultados divulgados 15.640 escolas, que reúnem 1.295.954 estudantes que fizeram o Enem em 2014. O indicador de permanência na escola mostra se o estudante cursou total ou parcialmente o ensino médio no mesmo estabelecimento de ensino. Outra inovação é a inclusão das taxas de rendimento (aprovação, reprovação e abandono), levantadas pelo Censo Escolar da Educação Básica e disponíveis no portal do Inep, no sistema de divulgação, para facilitar a consulta.

“A informação sobre as escolas é importante para que conheçamos aquelas que oferecem educação de qualidade durante todo o ensino médio e aquelas que, simplesmente, selecionam alguns para cursarem apenas o 3º ano”, destacou o presidente do Inep.

Há dois outros indicadores, lançados anteriormente: o nível socioeconômico (Inse) e a formação docente. “Queremos mostrar esses dados para explicar que não basta olhar para o ranking puro e achar que as escolas em posições inferiores estão ruins. É preciso entender, por exemplo, fatores externos, como a loteria de nascer nas classes menos favorecidas”, afirmou o ministro Renato Janine Ribeiro. “Se nós colocamos os dados sem levar em conta a condição social dos alunos, nós estamos entendendo que uma escola é melhor quando, na verdade, ela não é melhor. A condição social dos alunos é que é melhor. E sobre esse ponto, a capacidade da escola intervir é muito baixa”, disse.

O ministro lembrou, ainda, que pode ser considerado uma evolução alguém “que entrou na escola com uma nota 200 e depois conseguiu atingir 400, em vez de outra pessoa que entrou com 400 e chegou a 500”.

Já o presidente do Inep explicou que “as escolas de ensino médio brasileiras formam um conjunto heterogêneo, principalmente em relação às características socioeconômicas de seus estudantes, e esses fatores precisam ser levados em consideração”.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

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