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Diversidade

6ª Confitea será realizada no Brasil

  • Quarta-feira, 28 de janeiro de 2009, 14h44
  • Última atualização em Quinta-feira, 29 de janeiro de 2009, 11h37

Pela primeira vez, a América do Sul vai sediar a Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confitea). Em sua sexta edição, o evento – que incentiva o debate sobre ações voltadas à educação de jovens e adultos (EJA) – vai ocorrer no Brasil e a capital escolhida para receber a conferência foi Belém, no Pará.

De 19 a 22 de maio, representantes dos países-membros das Nações Unidas e de mais seis países convidados vão discutir diretrizes para a educação de jovens e adultos para os próximos 12 anos – periodicidade de cada Confitea. 

Para o diretor de políticas de educação de jovens e adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Jorge Teles, a escolha do Brasil como sede da conferência este ano reflete o bom trabalho realizado pelo país na área. “Nossas ações na área de EJA são referência, tanto na base teórica colocada por Paulo Freire e outros pesquisadores quanto nas experiências práticas em todo o país”, afirma.

A última Confitea foi realizada no ano de 1997, em Hamburgo, na Alemanha. Com a Declaração de Hamburgo, agentes governamentais e não-governamentais passaram a seguir um conjunto de recomendações quanto à educação de jovens e adultos. Durante esses 12 anos, cada país teve de fazer conferências nacionais para medir o avanço.

Nesse período, o Brasil fez 32 conferências até abril de 2008: em cada estado, nas cinco regiões e uma nacional. No fim do ciclo de reuniões, foi redigido um documento que relata as estratégias do país em EJA e detalha o que ainda precisa melhorar. O relatório foi apresentado em conferências chamadas regionais, que reuniu países em cinco regiões no mundo: América Latina, África, Ásia, Oriente Médio, Europa e América do Norte (Estados Unidos e Canadá).

O tema das conferências regionais foi Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida. Nelas, foi debatido o direito à educação e o acesso aos níveis de escolaridade, a educação não-formal e aprendizagens múltiplas relacionadas ao trabalho, meio ambiente e saúde. A partir das experiências de cada país, foi elaborado um outro documento, enviado à Unesco, que será a base para a 6ª Confitea. A partir dos debates na conferência internacional, será consolidada a Declaração de Belém, com as diretrizes para o próximo período.

Letícia Tancredi

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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