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Diversidade

MEC investe na formação de professores indígenas

  • Terça-feira, 20 de dezembro de 2005, 10h04
  • Última atualização em Quarta-feira, 16 de maio de 2007, 11h50

O Ministério da Educação está investindo R$ 2 milhões, em quatro universidades, para a formação de 880 professores indígenas em cursos de licenciaturas em geografia, matemática, pedagogia, física, química e biologia, entre outros, que integrem ensino, pesquisa e extensão. As universidades beneficiadas são as federais de Roraima (UFRR), Mato Grosso (UFMT) e Minas Gerais (UFMG) e a estadual do Amazonas (UEA). 

A estratégia vai permitir a expansão do ensino de 5ª a 8ª série e do ensino médio nas aldeias. Segundo Kleber Gesteira, coordenador-geral da Educação Escolar Indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), a atual política vai fazer a diferença para a evolução das comunidades indígenas. Gesteira diz que, durante anos, os índios lutaram para ter uma escola específica e diferenciada, segundo suas necessidades, e que atendesse à sobrevivência física, cultural e simbólica dos povos.

“Os índios conquistaram estes princípios e leis, que comparados a outros países torna a legislação brasileira bastante avançada. Mas nos últimos oito anos a escola indígena, com professores indígenas, ficou reduzida da 1ª à 4ª série, porque os professores indígenas, até então, foram formados em âmbitos de nível médio”, disse o coordenador.

Por meio da Secad e da Secretaria de Educação Superior (SESu), o MEC lançou o edital do Programa de Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (Prolind), para apoiar projetos que promovam a valorização do estudo de temas indígenas, como língua materna, gestão e sustentabilidade das terras e das culturas dos povos.

Prolind – O Prolind atua na UFMG na formação de 150 professores indígenas. O curso lhes dará habilitação para trabalhar da 5ª à 8ª série e o ensino médio nas aldeias, com projetos político-pedagógicos próprios. Há apoio, ainda, ao curso de licenciatura indígena da UFRR para 180 professores. O mesmo acontece na UEA, que fará seu vestibular no início de 2006 para oferecer cursos a 250 professores do Alto Solimões, na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru.

“A UFMT, que tinha o curso de licenciatura para 300 professores indígenas, recebia apoio pontual do MEC. Agora, o edital Secad/SESu, vai fortalecer a experiência, com aporte de recursos de R$ 500 mil, para cada uma dessas universidades”, complementa Gesteira.

Repórter: Sonia Jacinto

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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