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Diversidade

ProJovem recebe inscrições até 6 de maio

  • Segunda-feira, 10 de abril de 2006, 05h12
  • Última atualização em Quinta-feira, 17 de maio de 2007, 11h43

Os jovens de 18 a 24 anos que tenham parado de estudar na 4ª série do ensino fundamental, que não trabalham com carteira assinada e que moram nas capitais dos estados ou no Distrito Federal podem voltar a estudar e se profissionalizar. A chance está no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), que recebe inscrições até 6 de maio.

O programa tem este ano 107 mil vagas para todo o Brasil. Elas estão distribuídas segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Pelo critério, o maior número de vagas está no Rio de Janeiro (42 mil, das quais 11 mil preenchidas em 2005), São Paulo (30 mil, sendo oito mil preenchidas em 2005) e Distrito Federal (21 mil vagas, com sete mil ocupadas em 2005).

De acordo com a coordenadora do ProJovem, Maria José Feres, o governo federal e as prefeituras estão mobilizadas para motivar e levar os jovens para concluir o ensino fundamental e se profissionalizar. “O desafio é resgatar a auto-estima dos excluídos e dizer que podem voltar a estudar e a entrar no mundo do trabalho em condições dignas”, diz Feres. Já os jovens das capitais da Região Nordeste são os que mais procuram o programa. Em 2005, foi preciso fazer um sorteio público eletrônico para selecionar os candidatos. Recife (PE) teve o triplo da procura fechando sua cota no ProJovem em 2005. Este ano, até o início de abril, a campeã das inscrições era Salvador (BA), seguida de Teresina (PI), São Luís (MA) e Fortaleza (CE).

Qualificação – O ProJovem, criado em 2005, é executado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, com os ministérios da Educação, Trabalho e Desenvolvimento Social e prefeituras das capitais. A duração do curso é de 12 meses, período em que os jovens completam o ensino fundamental e recebem qualificação profissional, inclusão digital e aulas de inglês. Para freqüentar as aulas, cada aluno recebe, por mês, R$ 100,00, retirados na Caixa Econômica Federal.

No período de 2005/2006, o programa oferece 200 mil vagas, das quais 93 mil foram preenchidas na primeira etapa em 2005. A maioria dos alunos que se matriculou em 2005 está nas salas de aula. Ainda não começaram o curso os jovens de São Paulo, Distrito Federal, Acre e Macapá. Eles devem iniciar as aulas este mês. Na etapa de 2006, as inscrições estão abertas em 26 capitais, exceto Recife, que fechou a cota em 2005. São 107 mil vagas. Até quinta-feira, 6 de abril, o programa já tinha recebido 80.049 inscrições.

No ProJovem, além de obter o certificado de conclusão do ensino fundamental, o jovem pode escolher a atividade profissional de acordo com sua vocação e possibilidades de trabalho na sua cidade. A qualificação abrange 23 áreas profissionais. Cada prefeitura escolheu quatro, segundo as necessidades e demandas de mão-de-obra local.

Profissões – O ProJovem atua na formação em 23 áreas: telemática, construção e reparos 1, construção e reparos 2, turismo e hospitalidade, vestuário, administração, serviços pessoais, serviços domésticos 1, serviços domésticos 2, esporte e lazer, metalmecânica, madeira e móveis, arte e cultura 1, arte e cultura 2, saúde, gestão pública e terceiro setor, educação, alimentação, gráfica, joalheria, agroextrativismo.

As inscrições estarão abertas até 6 de maio pelo telefone gratuito 0800-6427777, das 8h às 23h, de segunda-feira a domingo. Para se inscrever, o jovem precisa informar o número da carteira de identidade ou da certidão de nascimento; número do CPF (obrigatório); e endereço residencial com número do CEP. A ligação para o telefone gratuito deve ser feita de telefone fixo ou orelhão.

Repórter: Ionice Lorenzoni

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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