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Escola sustentável

Projeto pedagógico faz alerta sobre a preservação ambiental

  • Quarta-feira, 15 de janeiro de 2014, 09h30
  • Última atualização em Quarta-feira, 15 de janeiro de 2014, 09h33

A experiência pedagógica da escola de Boa Vista visa a formar uma consciência crítica na comunidade escolar sobre problemas socioambientais a partir da busca por soluções concretas e coletivas (foto: arquivo da EM Francisco Bríglia)O projeto Minha Escola Sustentável garantiu à professora Shirlei dos Santos Catão um lugar entre os vencedores da sétima edição do Prêmio Professores do Brasil. Desenvolvido no período de agosto a dezembro de 2012, o projeto foi criado para formar uma consciência crítica na comunidade escolar sobre problemas socioambientais a partir da busca por soluções concretas e coletivas. Estiveram envolvidos cerca de 600 alunos da Escola Municipal Francisco de Souza Bríglia, em Boa Vista, Roraima, matriculados em turmas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.

A professora revela que o projeto surgiu a partir de uma situação-problema — quais as consequências da falta de preservação ambiental? Um igarapé poluído, o Pricumã, próximo à escola, contribuiu para a escolha do tema. “Todos participaram do trabalho, mas o enfoque maior foi dado aos alunos do primeiro ao terceiro ano”, destaca Shirlei. A experiência foi premiada na categoria Temas Específicos, subcategoria Educação Integral e Integrada. O concurso é promovido pelo Ministério da Educação.

Segundo a diretora da instituição, Adaíze de Rosas de Souza, o projeto colaborou para a conscientização de toda a comunidade sobre a necessidade de proteger os recursos naturais. “Foi um trabalho constante”, enfatiza. Adaíze explica que a experiência contou com a participação dos pais. Durante a Gincana do Meio Ambiente, por exemplo, a mãe de um aluno conseguiu coletar 10 mil latas de alumínio. “O dinheiro obtido com a venda do material arrecadado possibilitou a compra de artigos para o desenvolvimento do projeto”, salienta a diretora.

Na gincana, promovida de 6 a 10 de agosto, houve atividades como cultivo de árvores para a arborização da escola, elaboração e recitação de poemas relacionados ao meio ambiente, confecção de brinquedos a partir de material reaproveitado e criação de cartões-postais, com sugestões de economia de água e de energia.

“A natureza é perfeita. O homem só precisa preservá-la”, diz Shirlei. “A ausência de ações pode deixar para as futuras gerações uma herança de incertezas, transformando qualquer bom lugar para se viver num verdadeiro pesadelo.”

A professora, que tem licenciatura em pedagogia e em química e mestrado em ciências da educação, enfatiza a necessidade de se conscientizar e sensibilizar a população para o problema. “Talvez ainda haja tempo para recuperarmos o que foi destruído.”

Fátima Schenini

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