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Educação de jovens e adultos

Formação de professor e mundo do trabalho são temas de debate

  • Segunda-feira, 13 de abril de 2009, 15h04
  • Última atualização em Segunda-feira, 13 de abril de 2009, 15h04

A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) realiza nesta terça-feira, 14, das 14h30 às 16h30, uma webconferência sobre quatro temas, entre eles, a formação de professores para a educação de jovens e adultos e o diálogo entre a formação do adulto e o mundo do trabalho.


A webconferência é dirigida aos parceiros do Ministério da Educação nas ações de alfabetização e educação de jovens e adultos – universidades públicas e comunitárias, institutos federais de educação, ciência e tecnologia, movimentos sociais e entidades que trabalham na área.


O diretor de políticas de educação de jovens e adultos da Secad, Jorge Teles, informou que a secretaria publicou resoluções e editais que tratam de políticas públicas de promoção do acesso, da permanência e do aproveitamento do jovem e do adulto nos cursos de alfabetização e do ingresso na educação básica regular. “Garantir o direito constitucional do jovem e do adulto de estudar e aprender é o objetivo dessas ações”, diz.


Segundo Teles, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 revelam que 67 milhões de brasileiros não completaram o ensino médio e, destes, apenas 5 milhões estão matriculados nas redes públicas da educação básica. A Pnad 2007 constatou e agora é a vez de buscar respostas para perguntas que a realidade impõe, explica Teles: que educação se oferece? Por que os adultos a rejeitam? Por que eles entram e saem da escola? Por que tanta evasão na educação regular?


A Pnad de 2007 também mostra que o país tinha naquele ano 14 milhões de analfabetos e que aproximadamente 70% deles informaram que, em algum momento da vida, passaram pela escola. A reação do Ministério a esses dados, segundo Teles, compreende uma série de ações coordenadas e complementares entre si, descritas nas resoluções 44, 48, 50 e 51, explicadas a seguir.


Professores – A Secad entende que a formação continuada de professores da educação de jovens e adultos precisa mudar, e por isso está oferecendo recursos às instituições de ensino superior públicas para que apresentem projetos de extensão, especialização ou aperfeiçoamento nessa direção. Os cursos, segundo Teles, devem qualificar o professor para trabalhar com as especificidades, interesses, experiências, linguagens, tempo, espaço do jovem e do adulto.


A secretaria também vai apoiar projetos de educação de adultos que atendam indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e dos sistemas prisionais. As universidades que oferecem licenciaturas podem apresentar projetos de mudança nos currículos para atender questões da educação de jovens e adultos. Segundo Jorge Teles, hoje menos de 5% do currículo das licenciaturas aborda essa realidade. O objetivo do incentivo financeiro é modificar os currículos das licenciaturas para formar o professor dentro da realidade que ele vai encontrar ao sair da faculdade.


Alfabetizadores - Como a Pnad 2007 diz que cerca de 70% dos jovens e adultos analfabetos já passaram pela sala de aula em algum momento da vida, a Secad também oferece recursos para que instituições de ensino superior públicas criem projetos de qualificação de professores e alfabetizadores de adultos. “É preciso dar um choque de qualidade na formação do alfabetizador”, diz Teles, para que os investimentos em alfabetização apresentem resultados.


Reforço da leitura - E para que o adulto que aprendeu a ler e a escrever siga exercitando essas habilidades, o MEC quer que universidades, ONGs e instituições que promovem a leitura participem com projetos nessas áreas: formação de professores e de mediadores de leitura; produção de materiais para esse público: livros para neoleitores, vídeos, filmes, músicas; e de pesquisa no país para localizar experiências bem sucedidas sobre cursos de formação e de materiais de incentivo à leitura.


Economia solidária - Outra linha de ação aborda o mundo do trabalho na economia solidária. Podem propor projetos instituições de ensino superior públicas e os institutos federais de educação, ciência e tecnologia. São três campos: formação de educadores, coordenadores e gestores de educação de jovens e adultos; produção de materiais pedagógicos e de apoio ao professor contemplando a economia solidária; coleta e publicação de experiências de educação de jovens e adultos no desenvolvimento da economia solidária, tais como cooperativismo, agricultura familiar, produção de artesanato, atividades de turismo.


Webconferência – Para participar da webconferência não é preciso fazer inscrição prévia. Informações pelo correio eletrônico e pelo telefone (61) 2104-9974.

Ionice Lorenzoni


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