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Educação especial

Começa faculdade para alunos surdos e ouvintes

  • Sexta-feira, 05 de maio de 2006, 16h01
  • Última atualização em Quarta-feira, 23 de maio de 2007, 07h37

Os 60 professores com deficiência auditiva e ouvintes, selecionados pelo Instituto Nacional de Surdos (Ines/MEC), em fevereiro e março deste ano, iniciam segunda-feira, 8, no Rio de Janeiro (RJ), o curso Magistério Superior Bilíngüe Português/Língua Brasileira de Sinais (Libras). A faculdade é voltada para surdos e constitui a primeira experiência do gênero no país.

Com duração de 3.536 horas e estágio supervisionado de 408 horas, os professores serão habilitados a trabalhar com educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. A certificação será feita pelo Instituto Superior Bilíngüe de Educação, unidade do Ines. Os 60 alunos da graduação estão divididos em duas turmas mistas de deficientes auditivos e ouvintes. De acordo com a diretora do Ines, Stny Basílio Fernandes do Santos, a turma da tarde, que terá aula das 13h às 18h, tem oito alunos surdos e 22 ouvintes e a turma da noite, que terá aula das 18h às 22h, tem nove surdos e 21 ouvintes.

Como o Magistério Superior Bilíngüe Português/Libras é uma faculdade voltada para surdos, as aulas serão ministradas em Língua Brasileira de Sinais e os estudantes ouvintes selecionados no vestibular tiveram que provar fluência em Libras. O objetivo do curso é formar professores bilíngües para atender à política de educação inclusiva nas redes públicas e nas escolas especializadas sem fins lucrativos. Para a diretora do Ines, os estudantes surdos têm acesso à universidade, mas os cursos são voltados para a maioria, ou ouvintes. “Este faz a inclusão e visa garantir o espaço deles dentro da sociedade”, explica.

Parceria – No segundo semestre deste ano, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com outras nove instituições de ensino superior públicas, abrirá um curso de licenciatura em letras e Libras. Professores leigos (surdos) que trabalham com Libras em sala de aula formam o público-alvo desta graduação. Serão abertas 500 vagas, 50 por instituição. O curso, com duração de quatro anos, será nas modalidades presencial e a distância e os recursos, R$ 5 milhões, serão repassados às instituições parceiras da UFSC pelo Ministério da Educação, por meio das secretarias de Educação a Distância (Seed) e de Educação Especial (Seesp).

Ionice Lorenzoni

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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