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Diversidade

Educação indígena ainda tem vários desafios, diz secretária

  • Terça-feira, 09 de agosto de 2016, 20h15
  • Última atualização em Quarta-feira, 06 de dezembro de 2017, 14h49

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado nesta terça-feira, 9, o Ministério da Educação celebra os avanços recentes na educação escolar indígena. A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Ivana de Siqueira, lembra, no entanto, que o país ainda tem muito a caminhar nessa área.

“Podemos comemorar vários avanços, especialmente na primeira etapa da educação básica”, afirma Ivana. “Conseguimos avançar também no ensino superior; até mesmo antes da existência das cotas, o governo federal estimulava a reserva de vagas nas universidades para os povos indígenas”.

Porém, segundo a secretária, a falta de professores especializados em educação indígena para o ensino médio ainda é um desafio para o MEC. Nesse sentido, uma das ações geridas pelo ministério é o Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind).

Ivana afirma que outro foco de preocupação é a permanência de estudantes indígenas no ambiente universitário. “Os estudantes entram para o ensino superior, mas existe uma dificuldade, porque eles têm muitas especificidades culturais e linguísticas e nem toda instituição está preparada para lidar com isso”, ressalta.

Para sanar essa e outras situações que envolvem as minorias, o MEC firmou parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, vinculada ao Ministério da Justiça e Cidadania. A intenção é melhorar e preparar o ambiente universitário para esses estudantes.

Formação - Nativa da etnia tucano, do Amazonas, a coordenadora-geral de educação escolar indígena do MEC, Alva Rosa Lana Vieira, empenha-se há mais de uma década pela formação de seu povo. Nascida na aldeia Iauaretê, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), tornou-se professora de ensino básico e, desde 2005, atua na educação escolar indígena. Alva trabalhou na secretaria de educação do Amazonas, foi vereadora e veio para a Secadi em 2015.

“A minha luta é contra o preconceito, por isso, quero fazer diferente. Luto pelo nosso estudo”, enfatiza. A coordenadora considera que, enquanto existir deficiência no ensino médio, menos indígenas entrarão para o ensino superior e menos professores serão formados. “Em uma data como essa, temos que lembrar que trabalhar com isso é caro, é muito difícil. Nosso país é diverso, a geografia é complicada. A educação tem que chegar à aldeia”, defende.

Assessoria de Comunicação Social

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