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Educação profissional e tecnológica

Grupo de teatro de instituto mineiro promove inclusão

  • Segunda-feira, 13 de abril de 2009, 16h50
  • Última atualização em Segunda-feira, 13 de abril de 2009, 16h56
O grupo Gattu, do Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia do sudeste de Minas Gerais, quer tornar o teatro acessível a alunos de escolas públicas de Juiz de Fora (MG). Pensando nisso, em uma iniciativa inédita, realizou sessões especiais de teatro para estudantes de escolas localizadas no entorno da instituição. Ao todo, 300 crianças das escolas estaduais Professor Quesnel e Antônio Carlos assistiram à peça infantil Pluft, o Fantasminha.

Denominado pelo grupo de Projeto Escola, as sessões visam principalmente reforçar as atividades de extensão desenvolvidas para a comunidade. O Gattu não possui fins lucrativos e é formado por alunos e ex-alunos do instituto, que pretendem estender as apresentações a outras escolas da cidade.

Márjori Correa Mendes, que cursa o 3º ano do ensino médio no instituto federal e é a protagonista da peça – ela interpreta o fantasma Pluft no clássico de Maria Clara Machado – foi quem teve a ideia do projeto. Ela conta que a inspiração partiu de um grupo de amigos, que realizou um espetáculo voltado para pessoas carentes. Como gostou da iniciativa, sugeriu ao grupo que fizessem algo parecido.

“Fazemos teatro por amor, e essa é uma forma de tornar a arte acessível às crianças que geralmente não podem ir”, explica Márjori. A aluna lembra também o caráter de inclusão da iniciativa, que desperta o gosto pelo teatro desde cedo. “Nossa instituição é uma escola federal, que obtém mais recursos e tem o dever de retribuir, de alguma forma, para a comunidade da qual faz parte”, defende.

Arte para todos – Para Wagner Belo, professor do campus Juiz de Fora do instituto federal e um dos diretores do Gattu, a instituição está em uma posição privilegiada em relação às demais, e localizada em uma região periférica da cidade, cuja maioria das pessoas não tem acesso ao teatro como cultura transformadora. O motivo, segundo ele, muitas vezes não é financeiro, mas cultural.

“Existe uma barreira social que impede essas pessoas de terem acesso à arte. Elas acham que não é coisa para elas. Por isso é importante quebrar essa barreira e levar o teatro até as escolas, e também sensibilizar os atores, que são alunos, para esse público”, afirma Wagner.

Assessoria de Comunicação do instituto federal do sudeste de Minas Gerais
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