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Educação profissional

Institutos federais expõem projetos de acessibilidade

  • Quinta-feira, 12 de abril de 2012, 11h58
  • Última atualização em Quinta-feira, 12 de abril de 2012, 11h58
Projetos de acessibilidade desenvolvidos por instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica estarão expostos na 11ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), que tem início na tarde desta quinta-feira, 12, e vai até domingo, 15, em São Paulo. De acordo com os organizadores, o evento deve atrair 48 mil visitantes. A entrada será gratuita.

A rede federal será representada por seis institutos federais de educação, ciência e tecnologia, que apresentarão 12 projetos pedagógicos e de tecnologia acessível idealizados por estudantes, professores e pesquisadores, em cooperação com núcleos de atendimento a pessoas com necessidades educacionais específicas (Napnes). Os projetos foram desenvolvidos para atender estudantes com deficiência de instituições da rede federal.

Um dos projetos é o banco de recursos humanos acessível, desenvolvido pela Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Tecnologias Digitais (Renapi), que congrega pesquisadores de tecnologia digital dos institutos federais. Por meio do banco, já em fase de testes, o profissional com deficiência pode procurar vagas de trabalho em empresas cadastradas no sistema integrado. Da mesma forma, as empresas podem usar o cadastro para oferecer eventuais vagas a profissionais com deficiência. “O banco tem como uma de suas metas subsidiar ações relacionadas à empregabilidade de pessoas com deficiência do Brasil”, explica Andrea Poletto Sonza, gerente do projeto de acessibilidade virtual da Renapi e assessora de educação inclusiva do Instituto Federal do Rio Grande do Sul.

Libras — Para facilitar a aprendizagem de alunos surdos em sala de aula, o Instituto Federal do Amazonas apresentará uma tabuada na língua brasileira de sinais (libras). Idealizada pela professora Mariê Pinto, da rede estadual de ensino, a tabuada em libras já está na terceira edição, publicada pelo instituto amazonense.

Segundo a professora, a ideia surgiu a partir da própria experiência em sala de aula, ao ensinar matemática a alunos surdos do ensino fundamental. “Eu era professora em uma escola de surdos de Parintins (AM) e ficava angustiada por não encontrar um material específico”, lembra. A tabuada também é adotada no ensino de alunos surdos do instituto.

A instituição amazonense também vai expor livro didático em libras para o ensino de espanhol. “O livro em espanhol tem toda a tradução e imagens adaptadas para o ensino dos estudantes surdos”, diz Dalmir Pacheco, coordenador do Napne local. “Ele é usado no instituto desde o ano passado.”

Cadeira — Em Pelotas, Rio Grande do Sul, alunos do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense desenvolveram uma cadeira de rodas motorizada, controlada por voz. De acordo com o professor de eletrônica Rafael Galli, que coordenou o desenvolvimento da pesquisa, o projeto partiu dos próprios estudantes, que integram núcleo de desenvolvimento tecnológico conhecido como Laboratório 14. “A ideia surgiu de quatro alunos, e dentro de nossas possibilidades desenvolvemos o protótipo”, afirma Galli. A cadeira obedece a cinco comandos básicos (esquerda, direita, para a frente, para trás e avançar).

Também exporão projetos de acessibilidade na Reatech os institutos federais do Ceará (tablet acessível, de baixo custo, para deficientes visuais), de Santa Catarina (protótipo para acessibilidade de cadeirantes à educação profissional) e Farroupilha (Memórias em Foco — exposição adaptada a pessoas com deficiência).

Danilo Almeida
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