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Educação profissional e tecnológica

Demanda leva escolas técnicas para longe das cidades grandes

  • Sexta-feira, 15 de setembro de 2006, 07h56
  • Última atualização em Terça-feira, 22 de maio de 2007, 09h13

Foto: Wanderley PessoaA criação de um número de empregos maior no interior do que nas áreas metropolitanas das capitais brasileiras e a conseqüente demanda por profissionais especializados está levando o Ministério da Educação a seguir esta tendência e levar suas escolas para fora das cidades grandes. Exemplos desta mudança na economia nacional estão em todas as regiões do país. Desde Santa Catarina, onde o MEC abriu novas unidades em regiões como Chapecó, Joinville e Araranguá, até o Rio Grande do Norte, onde foi instalada uma unidade no município de Currais Novos. Ou no Rio de Janeiro, onde a demanda cresceu em São Gonçalo.

Entre 2000 e 2004, três de cada quatro empregos na indústria foram gerados no interior, segundo a pesquisa Geração do Emprego Industrial nas Capitais e no Interior do Brasil, publicada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Cinco Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais) respondem por 70% dessas novas vagas.

Em todo o país, foram oferecidas 1.057.333 novas vagas industriais no mesmo período. Destas, 75,99% em municípios distantes das principais regiões metropolitanas – 803.467 empregos. Em Santa Catarina, foram criadas 107.687 novas vagas industriais entre 2000 e 2004. No Rio de Janeiro, 36.669, e 11.060, no Rio Grande do Norte.

O MEC leva ainda em consideração se a cidade tem escola técnica pública e se buscou oferecer o ensino tecnológico nas suas periferias. A partir desta iniciativa, serão construídas cinco escolas técnicas federais, quatro agrotécnicas federais e 33 unidades descentralizadas vinculadas aos centros federais de educação tecnológica (Cefets) em todas as regiões brasileiras, com ênfase em cidades do interior.

A pesquisa do Senai confirma que a escolaridade é fator decisivo para o trabalhador conseguir uma vaga. A maioria dos empregos criados pela indústria entre 2000 e 2004 foi ocupada por empregados que tinham ensino médio completo.

Em Santa Catarina, a expansão da rede federal tecnológica prevê a criação de três unidades descentralizadas ligadas ao Cefet. A construção de uma unidade em Chapecó atende à demanda por profissionais para atuar no pólo industrial de aves e suínos.

Naquela região, há cursos para a produção nos ramos de plásticos e embalagens, transportes, móveis, bebidas, biotecnologia na industrialização de carnes, software e confecções. A nova escola vai oferecer quatro cursos de eletroeletrônica e mecânica industrial, com previsão de atendimento de 1.632 alunos em dois anos de funcionamento.

Em São Gonçalo, a unidade ligada ao Cefet-RJ vai beneficiar os moradores do município com a terceira maior população do Estado (891.119 habitantes). A região é um ponto estratégico para negócios.

São 9.600 empresas e 91 indústrias. Serão oferecidos cursos de técnico em segurança do trabalho, saneamento e informática. Além disso, São Gonçalo terá cursos de tecnólogo em gestão de portos e estaleiros e de tecnologia da informação.

A unidade de Currais Novos, vinculada ao Cefet-RN, foi construída para atender uma economia onde existe agricultura de subsistência, piscicultura, criação de gado e caprinos, mineração e comércio, que nos últimos anos foi o maior pilar da economia local. A previsão é atender três mil alunos com cursos técnicos (nível médio) em tecnologia de alimentos, informática e sistema de informação.

Repórter: Flávia Nery

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Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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