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Educação profissional e tecnológica

Amazonas ganhará cinco escolas técnicas

  • Sexta-feira, 20 de julho de 2007, 07h44
  • Última atualização em Sexta-feira, 03 de agosto de 2007, 13h39

O Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas (Cefet-AM) fez uma série de audiências nos cinco municípios contemplados com novas unidades de educação profissional. O objetivo das reuniões, em junho, foi ouvir a comunidade sobre as demandas de formação profissional com base nas atividades socioeconômicas, a fim de definir o foco de atuação da unidade que será instalada no respectivo município.

As cinco novas escolas destinadas ao Amazonas serão em Lábrea, Maués, Parintins, Presidente Figueiredo e Tabatinga. São também integrantes do Plano de Expansão da Educação Profissional e Tecnológica do Governo Federal (Fase II), que implantará 150 unidades em todo o Brasil até 2010. As escolas serão construídas a partir de parceria com o município contemplado.

A preservação do meio ambiente é uma das reivindicações da população de Lábrea (Foto: divulgação Setec)Segundo o diretor-geral do Cefet-AM, João Martins Dias, a região da Amazônia reúne diversidade de culturas e atividades que deve ser explorada a favor dos estudantes. “Num local onde podemos implantar desde cursos de preservação ambiental a cursos de educação de jovens e adultos nas aldeias indígenas, nosso dever, como escola técnica federal, é levar unidades de ensino para as localidades que mais necessitam de mão-de-obra qualificada.” Segundo ele, as escolas trarão benefícios espetaculares para a comunidade local e a região Norte. “Se temos cidade com forte vocação para mineração, com indústrias de minério e atividades voltadas para o setor, a missão do Cefet é implantar cursos relacionados a essa área na escola, para que os alunos já finalizem o curso encaminhados ao mercado”, disse Dias.

Lábrea — As atividades que movimentam a economia no município são avicultura, cultivo do feijão e pecuária. Com 24 mil habitantes, as principais reivindicações dos moradores foram a necessidade de se trabalhar o meio ambiente, o direito à educação dos povos indígenas e a criação de implementos para a produção em larga escala da farinha de mandioca.

A fruticultura, com destaque para a produção do guaraná, movimenta a economia em Maués (Foto: divulgação Setec)Maués — Com população de 46 mil habitantes, a fruticultura é uma das principais atividades que movimentam a economia do município, marcado pela produção do guaraná. Devido ao grande número de indígenas da tribo Sateré-Maué, a escola oferecerá o curso de EJA aos índios. Depois da tribo dos tapajós, a dos saterés-maués é a mais numerosa na região. A implantação de cursos nas áreas de análises clínicas, radiologia e nutrição e a formação de professores especializados foram algumas das reivindicações da comunidade.

Parintins — O segundo maior município do Amazonas é conhecido pelos festivais folclóricos. Com população de 112 mil habitantes, a piscicultura e o turismo são as principais atividades da região. A atuação na área de biotecnologia, a oferta de cursos em artes centrados no artesanato e cursos técnicos em agropecuária e agrícola foram as sugestões da população.

Presidente Figueiredo — Marcado pelo turismo ecológico, devido ao grande número de florestas, rios, cachoeiras e cascatas, o município de 48 mil habitantes nasceu com a vocação natural para o turismo. No local está instalada a hidrelétrica de Balbina. Reservas indígenas também estão presentes na região. Cursos na área de mineração, eletrotécnica, informática e inglês para o turismo foram solicitados pela comunidade.

Tabatinga — Famosa por fazer fronteira com a Colômbia e o Peru e visada pelo tráfico de drogas, Tabatinga é um dos desafios do Cefet-AM. “Com a implantação da unidade de ensino no município, pretendemos desviar os adolescentes das drogas”, afirma o diretor João Dias. Ele diz que a região é visada pelo tráfico de drogas, e o objetivo da escola é dar perspectiva de vida aos jovens, uma profissão, para que não acabem partindo para as drogas. A economia que movimenta a região é a agricultura. Com 40 mil habitantes, cursos na área de saúde e atividades que favoreçam o forte comércio local foram as grandes demandas da população de Tabatinga.

Mais informações sobre as novas unidades no Cefet-AM pelo telefone (92) 3621-6700.

Sophia Gebrim

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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