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Educação profissional e tecnológica

Campeões do Enem falam de expectativas

  • Sexta-feira, 21 de dezembro de 2007, 16h54
  • Última atualização em Sexta-feira, 28 de dezembro de 2007, 13h21

Eles vão ao cinema, se divertem com os amigos e ainda assim conseguiram tirar excelentes notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado em todo o Brasil em agosto deste ano. Enquanto a média nacional de desempenho foi de 51,52 na parte objetiva e 55,99 na redação, numa escala de zero a 100, esse grupo de estudantes alcançou média 99,2.

Nove paulistas alcançaram essa média e são estudantes egressos de escolas particulares e públicas. Há também dois cariocas, um estudante do Rio Grande do Sul, um da Bahia, um mineiro, um estudante do Distrito Federal e um de Goiás.

O exame já está em sua décima edição e tem como principal objetivo possibilitar uma referência para auto-avaliação do aluno. A prova é interdisciplinar e contextualizada, colocando o estudante diante de situações que exigem muito mais que conceitos. Exigem aplicação.

“Quis fazer o exame porque me ajudaria a ingressar na universidade”, diz Nicole Silveira Bruno. Ela conta que não tem internet em casa e uma amiga a informou do resultado. Nicole foi classificada em uma universidade no Rio de Janeiro por ter obtido um dos melhores resultados no exame. “Quero fazer medicina na Unirio ou na UFRJ, mas ainda aguardo os resultados dos vestibulares que fiz”, diz. E ela garante que continuou levando uma vida normal. “Acredito que boas notas resultam de empenho e disciplina, sabendo equilibrar o tempo de estudo e de lazer”, explica.

O Enem é um dos requisitos para que alunos de baixa renda participem do Programa Universidade para Todos (ProUni). Moisés Lazzaretti Vieira, de Porto Alegre, afirma que o exame é uma ótima oportunidade para os que não têm condições de pagar uma faculdade particular. “O ProUni é um marco na educação deste país, oportunizando o acesso ao ensino superior aos menos favorecidos como eu.” Moisés também vai tentar medicina. “Era um sonho que parecia inatingível. Com o Enem, esse sonho se tornou possível.”

O segredo — Sempre que um estudante tira uma nota acima da média, a primeira pergunta é sobre seu segredo. “É comum me perguntarem se fico horas e horas estudando. O meu segredo é sempre estar de bem com a vida e aprender com os outros, esquecendo qualquer tipo de decoreba, conta Diego Luiz Fonseca, 17 anos, morador do Rio de Janeiro, que pretende cursar engenharia. Ele é adepto do estudo na véspera da prova. “Diferente do que me falam, para mim funciona.”

“Eu sempre gostei muito de ler. Não tenho nenhuma dica específica. Cada um tem sua forma de estudar para ter bons resultados”, revela a paulista Cinthia Kaori Yamada, que tentará uma vaga USP e Unicamp. “Ler jornais, assistir a noticiários é uma boa dica. É preciso estar atualizado com os acontecimentos. Além disso, é fundamental treinar a redação, já que ela corresponde à metade da nota do Enem”, ensina Moisés Vieira.

O estudante de São Paulo Eduardo Yuji Horie, que deseja concorrer a uma vaga para ciências sociais, diz como o Enem o ajudou. “Na prova de múltipla escolha não há segredos. A prova exige mais raciocínio lógico.” Já Filipe de Oliveira Silva conta que disciplina e persistência são fundamentais: “O que me ajudou muito foi manter a calma durante o exame, pois assim não cometi erro por desatenção, estudei muito durante o ano, cerca de cinco horas por dia, fora as aulas do cursinho”, explica. “É fundamental ler jornais ou revistas de forma crítica, resolver provas anteriores e estudar o básico de outras disciplinas, seja sozinho ou com a ajuda de um cursinho”, diz.

Em sua maioria, os que fizeram o Enem sonham com uma vaga no curso de medicina, ainda um dos mais procurados e concorridos. Moisés Freitas Neves é um deles. Ele decidiu prestar o exame para ajudá-lo nessa corrida. “O Enem ajuda bastante no peso final de notas e vem se tornando, cada vez mais, significativo no ingresso na universidade.” E afirma: “O estudante que não faz o exame está defasado entre seus concorrentes”.

O estudante paulista Matheus Bartolamei afirma que se manter informado é uma boa saída para quem quer disputar uma vaga na universidade, como é o caso dele, que também sonha em ser médico. “Como nunca gostei de estudar sozinho em casa, passei a freqüentar todas as aulas que pude, de manhã e, quando possível, à tarde. Fiz cursos de leitura, interpretação de textos e de redação, que foram extremamente úteis.” Não importa como e nem onde. Os campeões do Enem mostram que estudar e boa dose de persistência não fazem mal a ninguém.

Assessoria de Imprensa do Inep

 

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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