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Educação profissional e tecnológica

Equipamentos apóiam a educação especial

  • Terça-feira, 15 de janeiro de 2008, 09h36
  • Última atualização em Quinta-feira, 17 de janeiro de 2008, 13h09

O estudante Valmir tem retinose pigmentar, doença que compromete a visão. Ele precisa de um computador adaptado e do material didático impresso no método braile para estudar e realizar todas as atividades acadêmicas. Por meio do programa Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (Tecnep), do Ministério da Educação, Valmir, aluno do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maranhão, tem todo o material de estudo impresso em braile, além de um computador e duas impressoras.

“A inclusão de alunos com necessidades especiais em classes regulares é uma exigência das políticas públicas em nosso país”, afirma a coordenadora do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (Napnes), do Cefet-MA, Vera Lúcia Monteiro Meneses.

No computador de Valmir, um programa de áudio relata oralmente o que está escrito na tela. “Sou o único estudante do Cefet nessa condição”, diz. Valmir cursou o ensino fundamental na Escola de Cegos do Maranhão. Quando chegou ao Cefet-MA, a instituição não dispunha de estrutura para atendê-lo. Durante um ano, sem condições de estudar adequadamente, tentava ouvir atentamente as explicações do professor em sala de aula, procurava livros em braile das disciplinas estudadas e pedia ajuda aos colegas.

No segundo ano, que incluía matérias técnicas e do ensino médio, Valmir teve ainda mais dificuldades, principalmente com gráficos. Agora, com os equipamentos adquiridos pelo Cefet, ele espera melhor rendimento escolar. No futuro, Valmir deseja estudar direito.

Arte — O Cefet-MA tem um novo projeto de extensão, o Arte que Encanta, para promover a profissionalização de deficientes físicos no estado. A proposta é estimular, entre outras áreas, a profissionalização na área cultural.

A necessidade surgiu de grande demanda por preparação para a entrada no mercado de trabalho em música, teatro, dança e artes plásticas. Os coordenadores do projeto buscam o apoio de voluntários e investimentos de empresários e pessoas físicas. Segundo Daniel Martins, assessor do Departamento de Relações Empresariais e Comunitárias da instituição, além das aulas, a proposta é colocar os alunos em contato com profissionais e proporcionar a eles um aprendizado mais amplo.

Rodrigo Farhat

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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