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Educação a distância

Aulas exigem do professor um planejamento mais meticuloso

  • Terça-feira, 04 de maio de 2010, 12h50
  • Última atualização em Terça-feira, 04 de maio de 2010, 13h17
Toda aula necessita de planejamento, que é ainda mais trabalhoso para o ensino a distância. De acordo com a professora Rosilâna Aparecida Dias, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, o curso a distância precisa ser meticulosamente planejado. É necessário estabelecer cronograma, escolher e preparar o material didático, selecionar as mídias a serem utilizadas e as estratégias didáticas que melhor atenderão os objetivos.

Licenciada em matemática e bacharelada em informática, com mestrado em educação, Rosilâna está no magistério há 25 anos, sempre trabalhando com informática na educação. Ela convive com o ensino a distância desde 2005, após concluir curso de capacitação em docência na Universidade Metodista de São Paulo. Na UFJF, leciona a disciplina produção de material pedagógico, no curso de especialização em tecnologias de informação e comunicação no ensino fundamental. Também trabalha no Departamento de Políticas de Formação, da rede municipal, com cursos de formação continuada (presenciais e semipresenciais) na área de tecnologia na educação, e na Faculdade Metodista Granbery.

Segundo Rosilâna, é importante que o professor de cursos a distância tenha familiaridade com o uso dos recursos mais modernos. “Embora a tecnologia não deva ser o centro do processo, é importante ressaltar que as relações na educação a distância são mediadas por instrumentos que vão do material impresso aos mais sofisticados dispositivos”, salienta. “Pode-se contar com todo o aparato tecnológico do tempo presente: os ambientes virtuais de aprendizagem e as ferramentas de comunicação viabilizadas pela interface web”, afirma.

A professora enfatiza que o conceito de presença mudou, pois é possível agora conversar com o aluno que está a quilômetros de distância por meio de conferência web, por exemplo. Destaca, porém, a importância dos encontros presenciais, obrigatórios pela legislação. “Nada impede que um curso a distância promova encontros presenciais para seminários, defesa de trabalhos, apresentações culturais, além das avaliações”, diz. “Eles podem e devem fazer parte do planejamento.”

Formação — Quanto à formação necessária ao professor, Rosilâna acredita que nada é o bastante. Para ela, o momento requer formação continuada. “Sempre temos algo a aprender para darmos conta de todos os avanços nas mais diversas áreas”, destaca. Ela explica que as instituições de ensino, públicas ou particulares, têm oferecido capacitação para o corpo docente e enfatiza a necessidade de o professor ser licenciado, quer atue de forma presencial ou a distância.

Em março deste ano, Rosilâna lançou o livro Educação a Distância: da Legislação ao Pedagógico, em coautoria com a professora Lígia Silva Leite, orientadora de sua dissertação de mestrado.

Fátima Schenini

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