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Educação básica

PAR: correção de fluxo escolar

  • Segunda-feira, 08 de dezembro de 2008, 13h19
  • Última atualização em Segunda-feira, 08 de dezembro de 2008, 16h52

Os 735 municípios que pediram nos seus planos de ações articuladas (PAR) ajuda tecnológica e financeira ao Ministério da Educação para fazer correção de fluxo escolar (atender crianças que estão em séries incompatíveis com a idade) têm duas semanas, a contar desta segunda-feira, 8, para escolher os recursos pedagógicos que desejam usar.

A esses municípios, o MEC oferece três opções de objetos educacionais que foram pré-qualificados e constam do Guia de Tecnologias Educacionais do ministério: correção de fluxo escolar na aprendizagem, desenvolvida pela ONG Geempa; programa de correção de fluxo escolar, do Instituto Alfa e Beto (IAB); e programa Acelera Brasil, do Instituto Ayrton Senna (IAS). As 735 prefeituras fazem parte dos 1.242 municípios prioritários nas ações educacionais do MEC por terem apresentado baixo Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), em 2005.

Romeu Caputo, diretor de articulação e apoio aos sistemas da educação básica da Secretaria de Educação Básica (SEB), explica que ao atender os municípios que registram problemas na aprendizagem de seus alunos, o Ministério da Educação quer ajudá-los a corrigir essa distorção com o uso de tecnologias educacionais. Segundo Caputo, para melhorar o Ideb numa rede de ensino “é preciso que todos (estudantes) caminhem juntos”.

Entre os estados com maior número de municípios que pediram apoio para fazer a correção de fluxo escolar, 124 são da Bahia, 74 do Rio Grande do Norte, 70 do Piauí, 59 do Pará e 57 da Paraíba. Municípios dos 26 estados serão atendidos agora.

Como fazer - Para escolher a tecnologia, as prefeituras devem preencher um formulário que começa a chegar hoje, por correio eletrônico, às 735 secretarias municipais de educação. Além dos dados de identificação, a secretaria deve informar o número de alunos que estão em séries incompatíveis com a idade e a tecnologia que têm interesse em desenvolver.

O coordenador-geral de tecnologias da educação da SEB, Cláudio Fernando André, explica que as prefeituras devem indicar as tecnologias por ordem de preferência, com numeração de um a três, descrita no formulário eletrônico.

Cláudio André também chama a atenção para o prazo de devolução do formulário preenchido – até dia 19 deste mês. O retorno do formulário ao ministério, diz, é importante para as três instâncias envolvidas na ação: o MEC, que vai calcular o repasse dos recursos de acordo com o número de estudantes indicados em cada rede municipal; a ONG ou instituto que vai desenvolver a tecnologia precisa saber em quantos municípios vai trabalhar e com que número de alunos; e o município que deve se preparar para executar o programa no início do ano letivo de 2009.

Durante a aplicação das tecnologias, que Romeu Caputo estima que seja no período de um ano, o Ministério da Educação vai acompanhar e avaliar o impacto dos recursos pedagógicos na aprendizagem dos alunos.

Criado em 2007, o Guia de Tecnologias Educacionais oferece para as secretarias estaduais e municipais de educação um conjunto de recursos pedagógicos pré-qualificados pelo Ministério da Educação que podem ajudar os sistemas. O guia traz 61 objetos de aprendizagem pré-qualificados nos editais de 2007 e 2008 e mais de 30 tecnologias criadas pelo MEC. As tecnologias atendem seis áreas: ensino-aprendizagem, alfabetização, formação continuada de professores, leitura, avaliação e gestão educacional.

Ionice Lorenzoni

 

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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