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Educação básica

Haddad sugere uma revisão do ensino médio na América Latina

  • Quarta-feira, 09 de junho de 2010, 11h32
  • Última atualização em Quarta-feira, 09 de junho de 2010, 11h32
Buenos Aires — Repensar o ensino médio foi a linha do discurso do ministro da Educação, Fernando Haddad, no encerramento do Seminário Internacional A Educação no Contexto da Integração Latino-Americana e o Papel do Ensino Médio, na terça-feira, 8, em Buenos Aires. “Precisamos repensar o ensino médio, que não seja tão uniforme quanto o ensino obrigatório, nem tão exclusivo quanto o superior” disse o ministro. “Temos que adaptar a escola ao jovem, não o jovem à escola.”

O seminário foi promovido pelo Mercosul Educacional e realizado no Ministério da Educação da Argentina, em Buenos Aires. Durante dois dias, foram discutidos temas relacionados à integração educacional dos países da América Latina, com ênfase no ensino médio. Na segunda-feira, 7, foi abordado o tema Obrigatoriedade e Inclusão.

Em seu pronunciamento, Haddad salientou que o ensino médio sempre foi visto como um rito de passagem da educação básica para o ensino superior e para as classes altas da população. “Estamos em processo de recuperação do tempo perdido em educação que tanto aflige nossos países, somando esforços para sanar a dívida educacional com nossos povos”, disse.

Para o ministro, é hora de pensar em novas soluções para garantir o interesse e a permanência dos jovens no ensino médio. “Uma maior abertura implica inovar, sair do propedêutico e pensar novos itinerários formativos, ampliar as necessidades de formação para o plano do esporte, da cultura”, afirmou.

Hoje, na opinião de Haddad, o jovem pede mais que a escola do século 20 foi capaz de oferecer. “Não há país da América Latina que não esteja preocupado com a problemática da juventude, e nossos países têm se debruçado sobre problemáticas comuns”, completou.

Desafios — As apresentações de representantes da Argentina, do Uruguai e do Brasil mostraram que há muito em comum nos desafios impostos e nas cobranças feitas a cada um dos países da região. De acordo com a publicação Informe sobre Tendências Sociais e Educativas na América Latina (2008), do Instituto Internacional de Planejamento da Educação de Buenos Aires e da Organização dos Estados Iberoamericanos para Educação, Ciência e a Cultura (OEI), um em cada dez adolescentes latino-americanos não estuda, não trabalha nem busca trabalho e 6% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão atrasados pelo menos quatro anos em relação à série correspondente à idade. Nos países da América Central, a proporção de adolescentes atrasados quatro anos ou mais é quatro vezes maior em relação aos países do Cone Sul, onde tal situação não chega a 3% dos estudantes, oriundos, quase na totalidade, de famílias de baixa renda. Essa situação tende a piorar em relação a alunos do sexo masculino e moradores de áreas rurais.

“Temos hoje um clima social favorável a cobrar o direito pela educação e a garantia à educação inclusiva, para todos”, afirmou Pablo Urquiza, diretor de políticas socioeducativas do Ministério da Educação da Argentina. “Educação e conhecimento são bens públicos e direitos sociais, que devem ser garantidos pelo Estado”, diz Stella Maldonado, secretária-geral da Confederação dos Trabalhadores da Educação da República Argentina (Ctera).

Assessoria de Comunicação Social
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