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Mercosul

Estudante mineiro afirma que Parlamento mudou a sua vida

  • Quinta-feira, 24 de abril de 2014, 17h26
  • Última atualização em Quinta-feira, 24 de abril de 2014, 17h38

A participação no Parlamento Juvenil abre novos horizontes aos estudantes (Foto: Divulgação) “Eu participei desse projeto e ele mudou a minha vida”, comenta o estudante Gustavo Medrado, de Uberlândia (MG), ao defender a participação de outros jovens no Parlamento Juvenil do Mercosul (PMJ). Ele credita a sua escolha profissional ao aprendizado sobre a vida política, social e cultural adquirida como parlamentar. “Política era uma coisa do outro mundo, não me interessava, agora tenho uma visão muito mais ampla sobre direitos e deveres dos cidadãos”, admite.

As candidaturas para a terceira edição do Parlamento, relativa ao período de 2014-2016, estão abertas. Podem se candidatar alunos do ensino médio da rede pública matriculados no primeiro ou segundo ano, na faixa etária de 14 a 17 anos. O prazo para que as secretarias estaduais de educação apresentem os três candidatos selecionados por unidade federativa à Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação se encerra em 15 de maio. O MEC arcará com as despesas de passagem e hospedagem para a etapa nacional, prevista para ocorrer em Vitória, no início do mês de junho.

Gustavo é estudante de comunicação social, e descreve o jornalismo como a profissão de seus sonhos. “Devo a escolha desse curso inteiramente ao Parlamento Juvenil, que me mostrou o quanto é importante expressar nossas opiniões e defender nossas ideias”, afirma.

Selecionado aos 15 anos, na Escola Estadual Parque São Jorge, situada na periferia de Uberlândia, Gustavo, agora aos 17, não para de atuar politicamente. Incentivou e ajudou a criar o Parlamento Jovem de Uberlândia. “Pretendo seguir na carreira jornalística, mas não nego que tenho vontade de, no futuro, disputar um cargo eletivo”, admite.

Periferia – “Venho de uma escola pública de periferia, onde sofremos muito com o descaso”, conta ele. “O espírito de impotência pairava sobre nós, não tínhamos autoestima o suficiente para participar de uma competição, pois não nos julgávamos capazes de obter tal mérito”, relata Gustavo. O incentivo da professora foi decisivo para encorajá-lo a se candidatar.

“Tudo mudou quando minha professora de língua portuguesa, Maribeth Paes, começou a nos motivar e nos encorajar, dizendo que éramos tão capazes quanto qualquer outro. Ela era determinada, queria proporcionar melhores oportunidades a seus alunos e nos incentivou a participar do processo seletivo”, recorda o estudante, agradecido.

Em Minas Gerais, Gustavo concorreu à representação do estado em concurso de redação cujo tema era O ensino médio que queremos. Os 10 selecionados para a segunda etapa estadual produziram um vídeo de 2 minutos explicando a razão de suas candidaturas ao parlamento. Uma comissão selecionou três jovens para a etapa nacional, que aconteceu em 2012 em Brasília. Entusiasta do parlamento, Gustavo já conversou a respeito com a Secretaria de Educação do estado, e está divulgando a oportunidade para jovens de sua cidade e arredores.

Gustavo mora com a mãe, irmão, tia e prima. O pai mora em Goiânia.  São todos orgulhosos do primeiro membro da família a conquistar tamanha representatividade. “Eles me apoiaram em todos os momentos e me incentivam a lutar cada vez mais pelos direitos da juventude”, comenta.

Amigos – No Parlamento, a família de Gustavo cresceu. “A palavra amigo é pequena para se dirigir aos companheiros nacionais e internacionais que tive durante esses dois anos”, observa. “Eles foram muito mais do que isso, foram irmãos que estavam presentes nos melhores e nos piores momentos, participavam da minha vida. O nosso mandato pode chegar ao fim, mas creio que amizades como essas eu levarei para o resto da vida. Planos para nos encontrarmos é o que não falta”, garante.

A experiência do parlamento levou o estudante Gustavo Medrado a definir sua profissão (Foto: Divulgação)“Precisamos fortalecer o verdadeiro Mercosul, precisamos mostrar aos jovens os aspectos culturais, sociais e educacionais que esse bloco tem a oferecer”, frisa Gustavo. “Espero que o parlamento possibilite a entrada de novos parceiros da América do Sul. Vejo a integração como uma ferramenta indispensável para o sucesso do bloco, mas não podemos esquecer os aspectos culturais, sociais e educacionais”, preconiza o futuro jornalista.

O MEC recomendou às secretarias estaduais que orientem as escolas a promover encontros de no mínimo quatro horas, com o número máximo de estudantes, para apresentação de candidaturas e debates. Cada estado elegerá três representantes e o ministério solicitou a observância à garantia de representação por gênero, estudantes negros, indígenas e moradores de comunidades populares, ou da área rural ou pessoas com deficiência.

 

Assessoria de Comunicação Social

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