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Educação básica

Certificação atenderá 48 milhões de trabalhadores

  • Terça-feira, 08 de novembro de 2005, 13h50
  • Última atualização em Terça-feira, 15 de maio de 2007, 12h38

Cerca de 48 milhões de brasileiros trabalham sem o reconhecimento formal de suas profissões, atuam somente com a experiência profissional e de vida. Para estimular a formação continuada nas classes mais pobres e ampliar o acesso ao mundo de trabalho, o governo propõe um marco regulatório para a certificação profissional.

Para discutir a proposta brasileira, estão reunidos em Brasília, esta semana, representantes da França, Espanha, Itália, Canadá e países da América Latina. Eles pretendem, no Seminário Internacional de Certificação Profissional, colher subsídios para complementar a proposta.

O titular da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), Eliezer Pacheco, entende que a certificação é uma forma de oferecer a milhões de brasileiros que não tiveram a oportunidade de se formar profissionalmente no ambiente escolar o acesso ao mundo do trabalho e a chance de exercer legitimamente uma ocupação ou profissão. “A institucionalização do Sistema Nacional de Certificação Profissional deve contribuir para a elevação da escolaridade e melhoria da formação profissional dos trabalhadores”, enfatizou.

Ponta-de-lança — Segundo Pacheco, a educação profissional “tem a cara” do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pois atende justamente as classes mais pobres. “Os centros federais de educação tecnológica (Cefets) podem ser a ponta-de-lança do governo Lula na educação”, afirmou o secretário.

Remígio Todeschini, secretário de políticas públicas de emprego, ressalta que é necessário recuperar 3,7 milhões de jovens que não trabalham nem estudam. “O conjunto de programas do MEC, como o Escola de Fábrica e o Programa de Integração da Educação Profissional Técnica de Nível Médio ao Ensino Médio para Jovens e Adultos (Proeja), são ações para superar o déficit educacional dos jovens e adultos”, disse.

Segundo ele, também é preciso resgatar o conhecimento dos trabalhadores que aprendem na prática um ofício, uma profissão e, ao mesmo tempo, dar a eles a oportunidade de crescimento profissional.

Repórter: Sandro Santos

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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