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Educação superior

Professor capixaba faz aperfeiçoamento

  • Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009, 09h03
  • Última atualização em Terça-feira, 10 de março de 2009, 14h03

Professores da educação básica da rede estadual do Espírito Santo começam, em 6 de março, a fazer curso de pós-graduação, nível de aperfeiçoamento, em história da África e relações étnico-raciais. Com 200 horas de aulas presenciais, o curso vai se estender até novembro. Participarão 120 professores de história, geografia, artes, português e matemática.

 

A formação será ministrada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), uma das instituições públicas de educação superior selecionadas no ano passado pelo Ministério da Educação para atender o que prevê a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Literatura africana e afro-brasileira, violência e relações raciais, estudos sobre a África, relações étnico-raciais no Brasil, territórios quilombolas, saúde e grupos étnico-raciais constam do currículo preparado pela Ufes. O fio condutor da formação segue as diretrizes da lei, segundo a coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da universidade capixaba, Maria Aparecida Corrêa Barreto, responsável pelo curso. O candidato deve trabalhar em município que tenha pedido o curso no Plano de Ações Articuladas (PAR); ser efetivo na rede pública, com graduação, e ter interesse na temática étnico-racial.

 

Para oferecer o curso, a Ufes receberá R$ 150 mil do Ministério da Educação, por meio do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). A verba destina-se ao pagamento dos professores que ministrarão as aulas e do material didático-pedagógico. A secretaria estadual de educação custeará o transporte, a alimentação e a hospedagem dos cursistas.

 

Especialização — Em Jequié, Bahia, a Universidade Estadual da Bahia (Uesb) dará início, em 21 de março, a curso de pós-graduação em relações étnico-raciais, com nível de especialização em antropologia e ênfase em cultura afro-brasileira. Serão 360 horas de aulas. A universidade selecionou 50 professores entre 75 inscritos.

 

Já a Universidade Federal dos Vales do Jequetinhonha e Mucuri concluiu, em dezembro, o primeiro de dois cursos previstos. O de extensão, com 96 horas presenciais, atualizou 500 professores e gestores do ensino fundamental e médio de 41 municípios dos vales do Jequetinhonha, Mucuri e Rio Doce, em Minas Gerais. Outros 460 professores, já selecionados, terão formação este ano.

 

Um grupo de 20 universidades federais e cinco estaduais foi selecionado pelo Ministério da Educação para promover a formação de professores da educação básica pública em história da África e relações raciais afro-brasileiras. As universidades federais de São Carlos (UFSCar) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram escolhidas para elaborar o material didático. O repasse do MEC para os cursos de formação e para a elaboração de material chega a R$ 3,6 milhões. Os recursos por universidade variam de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

 

Ionice Lorenzoni

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