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Trabalho social

Projeto de extensão de universidade cearense atende crianças com carências nutricionais

  • Segunda-feira, 28 de dezembro de 2015, 16h53
  • Última atualização em Quarta-feira, 06 de janeiro de 2016, 18h14

O Iprede atende a necessidades nutricionais de 1,2 mil crianças por mês e oferece atendimento psicossocial a 800 famílias (foto: Celso Oliveira/Iprede)Nutrição e vínculo afetivo são os ingredientes de sucesso do Instituto da Primeira Infância (Iprede). Reconhecido em 2009 como projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Iprede atende as necessidades nutricionais de 1.250 crianças por mês e oferece atendimento psicossocial a 800 famílias. Para ser atendida na instituição, a criança deve enquadrar-se no perfil de desnutrição, tanto por estar abaixo do peso adequado como por apresentar obesidade ou ter algum tipo de distúrbio psicossocial. Além disso, é necessário pertencer a família de baixa renda.

Diagnosticada com desnutrição aos dois anos, Alexia Laila, hoje com cinco, foi encaminhada ao Iprede por uma amiga da família. Segundo o pai, Alessandro Souza, 38 anos, foi na instituição que ele aprendeu os cuidados básicos da primeira infância. “Agora, ela está bem; engordou quase três quilos em dois meses”, diz. “Estou cuidando da alimentação segundo o que a nutricionista me passou; não dou mais porcarias nem suco de caixinha.” Alessandro acompanha o tratamento da filha, realizado a cada 15 dias.

Na instituição, as famílias são recebidas por uma equipe transdisciplinar, composta por profissionais das áreas de saúde e outras como pedagogia, educação física, sociologia, antropologia e assistência social. Segundo o presidente do Iprede, o pediatra e professor universitário Sulivam Mota, com todo esse direcionamento, o instituto deixou de prestar um serviço emergencial e passou a promover ações que garantam o desenvolvimento familiar.

“Gerando esse vínculo afetivo, os cuidadores assumem integralmente os cuidados com a criança”, diz Mota. “Trabalhamos a família como um todo e de forma efetiva, e o que tem efetivado todo esse trabalho é a profissionalização da mulher.”

Nesse caminho está Naiane da Silva, 22 anos, que trabalha três vezes por semana como recepcionista no projeto Mãe Colaboradora. “Gosto muito de ser voluntária; tudo aqui é um aprendizado a mais para colocar no currículo”, afirma a jovem.

Para participar do projeto de voluntariado do Iprede é preciso passar por entrevista e capacitação. De acordo com o interesse e a formação prévia dos voluntários, eles são encaminhados a um setor da instituição.

Maria Clara, filha de Naiane, nasceu pequena, com baixo peso, e foi encaminhada ao Iprede logo após o diagnóstico de desnutrição. Hoje com cinco anos, além do acompanhamento nutricional e psicossocial, faz um tratamento de psicomotricidade. Foi a professora da escola que observou dificuldades na interação da menina com os colegas.

“Tenho muito a agradecer ao Iprede. Assim como eu, muitas mães não têm como pagar um tratamento”, diz Naiane. “Minha filha está recebendo um ótimo atendimento. Sem o instituto, ela não estaria se desenvolvendo.”

Para aprimorar os serviços, o Iprede firma parcerias com diversas universidades brasileiras e estrangeiras. Anualmente, em janeiro, 30 alunos de pós-doutorado da Universidade de Harvard visitam o instituto para vivenciar os desafios da primeira infância. O Centro de Excelência em Desenvolvimento da Primeira Infância do Canadá e a Universidade de Montreal, que estudam a violência contra crianças até seis anos, são algumas das instituições que ajudam a construir esse conhecimento

Assessoria de Comunicação Social

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