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Educação superior

Universidades sul-americanas discutem integração educacional

  • Sexta-feira, 27 de abril de 2007, 07h42
  • Última atualização em Quarta-feira, 20 de junho de 2007, 05h55

A criação de um espaço acadêmico comum entre os países da América do Sul e a aceleração dos programas de formação de professores estão em discussão na 47ª Reunião do Conselho de Reitores da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), que se encerra nesta sexta-feira, 27, na Universidade Federal de Santa Catarina. O encontro reúne representantes das 18 universidades públicas do grupo, composto por Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

Um dos pontos mais importantes é o debate sobre a aceleração da formação de professores, principalmente nas áreas de ciências (matemática, física, química e biologia). De acordo com Lúcio Botelho, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), essas são as áreas de maior carência nos países do grupo. Botelho acredita que a reunião promoverá a aproximação de ações que já são desenvolvidas isoladamente em cada região. “Na UFSC, por exemplo, já temos um programa para a formação de docentes e pretendemos compartilhar essa experiência com os outros países”, explicou.

O grupo pretende criar um sistema de formação de professores semelhante ao da Universidade Aberta do Brasil (UAB), integrando os cinco países. O objetivo faz parte de um plano maior, que é a criação de um espaço acadêmico regional comum, por meio de cooperação científica, tecnológica, educativa e cultural. A integração será a base do projeto, que promoverá o intercâmbio de professores, pesquisadores e alunos entre os países participantes.

A AUGM envolve hoje uma população universitária de mais de 820 mil estudantes e cerca de 80 mil professores e pesquisadores. Cada país assume o compromisso de deixar à disposição dos demais os melhores professores, cientistas e acadêmicos, assim como os recursos materiais de suas  universidades. A associação  já conseguiu mobilizar mais de 650 acadêmicos entre as universidades participantes.

As atividades de cooperação entre os membros são desenvolvidas desde 1991. O intercâmbio de alunos e professores, por exemplo, já envolve, entre as instituições brasileiras, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Paraná (UFPR), do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Santa Maria (UFSM) e de São Carlos (UFSCar), além da UFSC.

Cíntia Caldas

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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