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Formação/valorização de profissionais da educação

Curso de pedagogia atende 300 docentes brasileiros no Japão

  • Sexta-feira, 08 de maio de 2009, 14h28
  • Última atualização em Sexta-feira, 08 de maio de 2009, 14h28

Neste ano, um grupo de 300 professores brasileiros que ensinam crianças brasileiras em escolas no Japão começa um curso de pedagogia a distância. A formação é de responsabilidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), filiada à Universidade Aberta do Brasil (UAB), e em parceria com a Universidade Tokai.


O vestibular acontece no dia 17 de maio e as aulas começam em 11 de julho. Concorrem às 300 vagas abertas pela UFMT 506 candidatos, todos professores sem graduação ou com graduação em área diferente daquela em que trabalham.


A coordenadora do Projeto de Formação de Professores pelo Acordo Brasil-Japão, Kátia Morosov Alonso, da UFMT, explica que 80% dos professores que hoje atuam em escolas brasileiras no Japão lecionam na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. É para eles que a universidade oferece a licenciatura em pedagogia.


O curso, na modalidade a distância, tem duração de quatro anos, divididos em oito semestres e carga de 3.360 horas. A cada semestre o curso tem três momentos presenciais, sendo dois por videoconferência e um encontro de 24 horas com os professores da UFMT. Esses encontros acontecerão nos polos que a Universidade Tokai oferece nas cidades de Nagoya, Hamamatsu e Ota.


Segundo Kátia Alonso, o curso é para professores brasileiros que trabalham com crianças brasileiras. Na inscrição, o candidato preencheu um formulário onde o requisito está explícito. O vestibular dirigido, explica a coordenadora, atende dois objetivos: suprir a carência de professores habilitados para atender a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), e criar condições para a regularização das escolas brasileiras em atividade no país.


Dados do portal da Embaixada do Brasil em Tóquio indicam que funcionam no Japão 71 escolas brasileiras, das quais 52 foram homologadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e 19 estão em processo de homologação.


A escolha da Universidade Federal de Mato Grosso para oferecer a licenciatura, segundo Kátia Alonso, se deve à experiência da instituição com formação na área. A UFMT trabalha com educação a distância, em serviço, desde 1994. O edital, os conteúdos que serão solicitados no vestibular e o desenvolvimento do curso podem ser consultados na página eletrônica da Embaixada do Brasil no Japão.

Ionice Lorenzoni

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