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Seminário Internacional

Impacto das avaliações debatido em Foz do Iguaçu

  • Quarta-feira, 28 de abril de 2010, 19h42
  • Última atualização em Quarta-feira, 28 de abril de 2010, 19h42
Foz do Iguaçu – O impacto das avaliações na qualidade da educação foi debatido nesta quarta-feira, 28, no encontro internacional Em busca de uma política de comunicação para a educação latinoamericana. A reunião, que ocorre até a próxima sexta-feira, 30, em Foz do Iguaçu, reúne mais de 50 educadores, jornalistas e representantes dos ministérios da Educação de doze países da América Latina.

Para a secretária de educação básica Maria do Pilar Lacerda, medir a qualidade da educação por meio de avaliações é fundamental para sabermos o nível de aprendizado dos alunos. “Se você não faz avaliações educacionais, não sabe o estágio de aprendizagem”, relata. De acordo com Pilar, a Prova Brasil, o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e a Provinha Brasil permitem que os sistemas e escolas se preparem para garantir o direito de aprender para todos.

Segundo Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, não se pode usar somente o escore bruto de uma avaliação para definir a qualidade de ensino de uma instituição de ensino. Para Fernandes, também é necessário analisar a escola, o contexto social e as características individuais e familiares dos estudantes. “A avaliação é um instrumento de diagnóstico e de mobilização de toda a sociedade para a melhoria da educação”, relata.

O coordenador da área de avaliação do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina, Jorge Fasce, diz que falta ao país um sistema de avaliação. Segundo Fasce, além de aplicar avaliações nas escolas, a Argentina deve complementar a análise educacional com auditorias nas escolas. “A última instância de um sistema de avaliação deve analisar as condições socioeconômicas e de docentes de uma instituição de ensino”, conta.

O encontro internacional Em busca de uma política de comunicação para a educação latinoamericana reúne participantes de 12 países: Peru, Guatemala, Venezuela, Argentina, Colômbia, Uruguai, El Salvador, Paraguai, Chile, República Dominicana e Bolívia. Amanhã, dia 29, serão realizados debates sobre o papel da imprensa e da revolução digital na comunicação de políticas públicas na área de educação.

Assessoria de Comunicação Social
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