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Escola Aberta é sucesso na periferia de Porto Alegre

  • Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006, 12h50
  • Última atualização em Terça-feira, 29 de maio de 2007, 05h03

Futebol, capoeira, biscuit, teatro, rap, bordado em pedraria, tapeçaria, violão, capoeira, crochê, serigrafias, cerâmica, flores, xadrez, manicure, culinária, jornalismo, esporte, informática, dança. Centenas de oficinas tomaram conta das principais escolas públicas de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, no último fim de semana, com a Escola Aberta, programa que oferece opções de entretenimento, cultura e formação a comunidades urbanas, em escolas estaduais e municipais.

Lançado em 15 de outubro de 2004, o programa é executado pelo Ministério da Educação e pelo Fundo das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em parceria com as secretarias municipais. Está presente em 1,2 mil escolas públicas de Vitória, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Segundo a coordenadora Natália Duarte, mais de cem escolas públicas das regiões Norte e Centro-Oeste participarão do programa este ano. Na maioria das escolas, as atividades são realizadas nos fins de semana, durante o período letivo e nas férias escolares.

Só na região metropolitana de Porto Alegre, a Escola Aberta está em 180 instituições de ensino das redes municipal e estadual. “A adesão é voluntária”, disse Gérson Luiz de Almeida Silva, consultor do MEC para o programa no Rio Grande do Sul. O foco das atividades é o público juvenil, mas elas são estendidas a pais de alunos e ao pessoal da terceira idade. “O programa propicia a criação de laços entre a escola e a comunidade, com o objetivo de elevar a permanência escolar e de fazer com que a escola se torne mais acolhedora”, observou Gérson Luiz.

Oficinas — As oficinas contam com o apoio de voluntários de diversas áreas. “Temos acompanhado as atividades. O Escola Aberta é contagiante”, afirmou Gérson. “Quanto mais a escola estabelece interações, mais a comunidade se sente responsável por ela. Alunos antes vistos como problemáticos canalizam a energia para a ação comunitária, apresentam virtudes e redesenham seu modo de vida”, ressalta o consultor.

Na opinião do secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, Ricardo Henriques, o Escola Aberta contribui para reduzir o abandono escolar e a violência entre os jovens. “Ela cria um ambiente de proteção social”, disse.

Mais informações pelos telefones (61) 3212-5808, 3212-9212 e 3212-5833 e na página eletrônica do FNDE.

Repórter: Súsan Faria

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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