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Trilhas da Educação

Projeto no Mato Grosso do Sul ensina crianças a se alimentarem de maneira saudável

  • Sexta-feira, 22 de setembro de 2017, 10h23
  • Última atualização em Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017, 16h57


Arte: ACS/MEC

Um grupo de crianças da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul, tem mudado a rotina alimentar graças a um projeto do Núcleo de Nutrição do Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran). A iniciativa, chamada Educação Alimentar Infantil, é voltada a meninas e meninos de cinco a nove anos de idade e ensina de maneira lúdica os benefícios de uma refeição variada, com mais frutas e verduras, para um crescimento saudável.

A coordenadora do projeto, Bruna Roberta Cavalcante, explica que o objetivo é fazer com que o aprendizado de comer bem seja atrativo. “Essa é a fase ideal de se apresentar os alimentos, descobrir a origem, despertar o interesse deles em experimentar o novo. Normalmente, trabalhamos com métodos lúdicos, com historinhas, dinâmicas e jogos que fazem despertar o interesse das crianças”, afirma.

Os encontros sempre começam com uma dinâmica de “o que é, o que é?”, na qual a criança, de olhos vendados, tem que descobrir que alimento está diante dela a partir dos sentidos, como tato e olfato. “Já teve relatos de quem nunca tinha visto uma beterraba, por exemplo, sem ser processada. Então, muitos não sabem como realmente são os alimentos ou de onde eles vieram”, acrescenta Bruna.

Atualmente, 20 crianças participam do projeto, que é totalmente gratuito. São quatro encontros ao longo do mês, nas dependências da Unigran, com duração média de uma hora. Novas vagas são anunciadas periodicamente, e os pais interessados devem procurar o Núcleo de Nutrição da instituição para inscrever seus filhos.

É o caso de Helbia Ribeiro, que cadastrou o filho Matheus Francisco, de cinco anos. Na opinião de Helbia, a iniciativa tem ajudado o garoto a se manter firme na dieta que segue por orientação médica, em razão de complicações de saúde que enfrenta desde muito cedo.  “Eu li [sobre o projeto] no jornal, e no mesmo dia liguei para agendar o nome dele. O Matheus nasceu prematuro, com problemas de coração e de nutrição, além de problema com a proteína do leite. Então, é bem restrita a alimentação dele. Agora, ele está comendo folhas, tomate, uva, abacaxi, laranja”, comemora.

O aprendizado de uma nova forma de se alimentar tem cativado o menino Matheus, que já arrisca dizer o que quer fazer quando crescer. “Eu quero ser uma pessoa que dá aula de nutrição. São muito bons e fazem muito bem para a saúde os alimentos e as verduras. Eu gosto mais de comer maçã, pera, melão, melancia, abacaxi e, de legumes, eu gosto de folhas, de cenoura e de beterraba”, diz o garoto.

Júlia Crestani, de oito anos, também é uma das crianças participantes do projeto. “Eu aprendi na pirâmide alimentar que as frutas e legumes são muito importantes para a nossa alimentação”, conta. O irmão mais novo de Júlia também está no projeto. A mãe, Marcia Crestani, conta que isso tem sido importante para equilibrar o peso e ajudar no desenvolvimento dos filhos, deixando de lado os alimentos não tão saudáveis.

“Eles estão dentro do peso normal, mas precisava incentivar uma alimentação mais saudável. Lá, eles aprendem brincando. Fazem a salada de fruta, fazem o sanduíche natural, as meninas [do projeto] falam sobre a pirâmide dos alimentos e, assim, eles entendem que podem comer um pouquinho de doce, mas que devem comer mais outras coisas”, destaca Marcia.

O projeto Educação Alimentar Infantil existe há dois anos. O Núcleo de Nutrição da Unigran também tem levado orientações para as comunidades e colocado os acadêmicos à disposição de escolas para que auxiliem no acompanhamento da merenda dos estudantes da rede.

Assessoria de Comunicação Social 

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