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Trilhas da Educação

Hospital universitário oferece próteses faciais para pacientes com deformidades

  • Sexta-feira, 17 de janeiro de 2020, 18h25
  • Última atualização em Terça-feira, 21 de janeiro de 2020, 17h51

Projeto da unidade da Paraíba já atendeu cerca de 230 pacientes que perderam alguma parte do rosto

A educação a favor da saúde. Um projeto do Hospital Universitário Lauro Wanderley, na Paraíba, constrói próteses para reabilitação de pacientes com deformidade facial. Cerca de 230 pacientes já foram atendidos pela dentista Cacilda Chaves, professora que criou e coordenada a iniciativa, e seus alunos.

O projeto é voltado para pacientes que perderam alguma parte do rosto, como olho, nariz ou até mesmo o céu da boca. As próteses são de resina ou silicone, de acordo com a necessidade. O principal objetivo é reinserir o paciente na sociedade, já que muitas vezes, ele acaba se isolando ou sendo isolado pela condição física.

Uma das características do projeto é o envolvimento de várias áreas da saúde. “A reabilitação é multidisciplinar, ela precisa ora somente da prótese odontológica, mas muitos pacientes, principalmente os idosos que chegam, chegam com o estado nutricional abaixo do desejado, então há necessidade de uma avaliação nutricional”, explica Cacilda.

Ao longo dos 10 anos de existência, além de projeto de extensão da faculdade e curso técnico, a reabilitação dos pacientes virou quatro pesquisas de mestrado e doutorado, mais de 10 trabalhos de conclusão de curso e viagens ao redor do Brasil e até do mundo, chegando ao México.

Uma das pessoas atendidas pela iniciativa foi Jacilene Rodrigues. Aos 10 anos de idade, ela sofreu um acidente em casa. A faca escorregou e foi direto em seu olho esquerdo. Além de perder a visão, com o tempo esse mesmo olho desenvolveu um tom azulado em função de uma catarata. Aos 32 anos, recebeu o veredito: não tinha mais tratamento, teria que retirar o olho.

Ela conheceu o projeto e em seis meses, Jacilene já estava com um olho novo e sua vida passou a ter um novo sentido. “Mudou tudo. Eu me olhava no espelho e era apenas uma visão. Hoje eu olho e me sinto uma pessoa normal. Eu era muito dependente de óculos escuro. [...] Hoje em dia não, você olha pra mim e eu sou uma pessoa normal”, ressalta.

Saiba mais - O trabalho desenvolvido pela professora Cacilda Chaves é o tema da edição desta sexta-feira, 17 de janeiro, do programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC.

Assessoria de Comunicação Social

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