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Diversidade

MEC monta grupo de trabalho para discutir a homofobia

  • Quinta-feira, 25 de maio de 2006, 14h06

Foto: Wanderley PessoaExpressões pejorativas são utilizadas na sociedade como forma de prejudicar a imagem das pessoas. O problema se torna mais complicado quando acontece nas escolas e de forma repetitiva, o que acaba interferindo negativamente no aprendizado ou até mesmo na evasão de alunos. O Ministério da Educação trabalha para enfrentar a situação e constituiu o grupo de trabalho do programa Brasil sem Homofobia, do governo federal. O grupo se reuniu nesta quinta-feira, 25, no edifício-sede do ministério.

O ministro Fernando Haddad participou do encontro do grupo, formado por representantes de várias secretarias do MEC e de entidades que lutam pelo respeito à diversidade sexual e pelo combate às várias formas de violação dos direitos humanos de gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais. “A homofobia é um assunto que tem ganhado destaque cada vez maior e agora está na agenda do MEC”, explicou. Segundo o ministro, a partir da criação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), em 2004, está sendo possível dar visibilidade a questões como a homofobia. “É uma tarefa inadiável”, comentou.

Para Haddad, a criação da Secad é fruto da militância, de um processo histórico vitorioso que abre a discussão para temas ligados à diversidade, que estão sendo discutidos de forma corajosa. “Muita gente, até sem preconceito, não teve coragem para enfrentar esse debate, que não tem nada de fantasmagórico”, disse. Na opinião do ministro, o MEC atua com quem conhece o assunto da homofobia, quer essa ajuda e tem grande esperança de modificar a realidade, com investimentos e política.

Problema – “Queremos construir um consenso para promover a respeitabilidade. A homofobia é um problema real, vamos construir uma agenda para o ano, sem receita de como será o trabalho. Esse grupo de trabalho é histórico e não é um grupo de gabinete, é um grupo que abre janelas”, explicou o secretário executivo adjunto do MEC, André Lázaro.

Durante a primeira reunião do grupo, cada integrante falou de suas experiências com a homofobia e disse o que espera do trabalho. O grupo de trabalho debateu os parâmetros iniciais para desenvolver uma agenda e deixou claro como cada secretaria do MEC e cada entidade participante pode contribuir. Os integrantes voltarão a se reunir no mês que vem. Mais informações pelo telefone (62) 2104-6266.

Repórter: Susan Faria

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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