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Educação profissional

Pesquisa do IBGE divulga números que comprovam a expansão no país

  • Sexta-feira, 22 de maio de 2009, 14h41

Rio de Janeiro — Pela primeira vez, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem um capítulo dedicado à educação profissional. Foram ouvidos, em 2007, 400 mil entrevistados em 147 mil endereços de todas as regiões. Os dados mostram o perfil do ensino profissionalizante no Brasil, em uma divisão por cursos técnicos de níveis médio e superior de tecnologia, dos setores público e particular.


Entre as novidades, o papel dos cursos de informática na inclusão digital e o crescimento do índice de emprego para os técnicos de nível médio, setor no qual a oferta pública tem mais destaque.


De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira, 22, no Rio de Janeiro, dentre os 6,5 milhões de estudantes que em 2007 ou anteriormente frequentaram curso técnicos de educação profissional, a rede pública é responsável pela oferta de 42,4% dos cursos. Paralelamente, o setor privado é responsável por 44,9% dos técnicos de nível médio e o sistema S, por 12,2%.


Desse total, 65% trabalhavam ou trabalharam na área de formação e 59,6% consideram o conteúdo do curso fundamental para a obtenção do emprego. “A educação profissional do país está em pleno crescimento. Nesse momento de crise pelo qual o mundo está passando, é de fundamental importância uma nação investir na qualificação dos seus trabalhadores”, afirmou o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco, em alusão à expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.


O plano de expansão, lançado em 2005 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prevê a construção de 214 escolas técnicas no país. Destas, 82 já estão em funcionamento. Até 2010, as vagas passarão das atuais 215 mil para 500 mil. Portanto, será duplicada a oferta de vagas de nível técnico se os números forem comparados aos de 2007, cenário da pesquisa. Eliezer destacou ainda o acordo celebrado entre governo e entidades do Sistema S — Senai, Sesi, Sesc e Senac — para a ampliação da oferta de vagas gratuitas.


Inclusão — Os números da Pnad revelam ainda que 45% dos 24 milhões de pessoas que em 2007 fizeram ou iniciaram curso de qualificação profissional, caracterizados pela curta duração, optaram pela informática. “Isso reforça o interesse da sociedade na utilização da informática como ferramenta de inclusão no mercado de trabalho”, disse Getúlio Ferreira, diretor de desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.


Divulgado em março deste ano, o estudo Tecnologias da Informação – Domicílios (TIC Domicílios) mostra que o número de brasileiros com computador cresceu de 19,6% em 2008 para 25% em 2009. As pesquisas, cruzadas, revelam um cenário de maior inclusão digital.


Saúde — Entre os cursos técnicos de nível médio, a área mais procurada foi a de saúde, opção de 20,2% dos 5,4 milhões de estudantes do ensino técnico. Depois aparecem as áreas de indústria (19,0%), gestão (18,0%) e informática (8,9%).

Felipe de Angelis

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