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Seminário

Ministro e ex-presidente Fernando Henrique defendem mudanças no ensino médio do país

  • Terça-feira, 22 de novembro de 2016, 20h12

“O principal do debate sobre esse tema é a flexibilização do ensino médio.” A afirmação foi feita pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso durante o seminário A Educação Técnica e a Reforma do Ensino Médio, organizado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, que reuniu ainda, nesta terça-feira, 22, na capital paulista, o ministro da Educação, Mendonça Filho; o presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), João Henrique de Almeida de Souza, e o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi.

Durante o encontro, Mendonça Filho defendeu uma mudança no ensino médio capaz de trabalhar o protagonismo do jovem e a conexão com o ensino profissionalizante. O ministro lembrou que cerca de 1 milhão de jovens de 17 anos de idade estão fora do ensino médio e pelo menos 1,3 milhão não estudam nem trabalham. “Quando se pesquisa o mundo todo, os conceitos presentes são flexibilidade, protagonismo do jovem — definindo seu itinerário formativo —, foco e conexão com a educação técnica”, afirmou. “O Brasil tem uma conexão baixíssima: 8% apenas dos jovens cursam educação de nível médio com educação técnica, diferente do que ocorre na média da Europa, superior a 40%; na Alemanha, quase 50%.” Mendonça Filho acredita que esse quadro gera ampliação da desigualdade e expulsa os jovens das escolas brasileiras.

Para Fernando Henrique Cardoso, que abriu o seminário, a educação técnica é fundamental. “E para minha satisfação, o nível das escolas técnicas é muito bom”, disse. “Muito frequentemente, é superior ao nível das outras escolas aqui em São Paulo, no sistema que existe aqui, de escolas técnicas.”

Instituições — De manhã, em reunião com os reitores de instituições públicas municipais de educação superior do estado de São Paulo, Mendonça Filho sinalizou a abertura de uma linha de diálogo entre o Ministério da Educação e as instituições para o fortalecimento da educação superior nos municípios daquele estado. Fundadas antes da promulgação da Constituição Federal de 1988, as mais 30 instituições municipais paulistas abrigam cerca de 60 mil estudantes. Elas estão congregadas na Associação das Instituições Municipais de Ensino Superior (Aimes).

No seminário, Mendonça Filho defendeu uma mudança no ensino médio capaz de estimular o protagonismo do jovem e a conexão com o ensino profissionalizante, enquanto Fernando Henrique elogiou o nível das escolas técnicas do país (foto: Rafael Carvalho/MEC)Mendonça Filho destacou a importância de cada uma dessas instituições na interiorização da educação superior e a aproximação de todas com a vocação dos municípios. “Nosso propósito aqui é abrir o diálogo para que possamos oferecer mais oportunidades aos jovens, seja por meio do financiamento estudantil ou por outras iniciativas na área da educação”, afirmou. “E essas unidades de ensino atendem a uma demanda cada vez maior de jovens rumo à universidade e ao diploma de nível superior.”

Entre as demandas apresentadas pela Aimes estão a valorização das licenciaturas, a manutenção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Mendonça Filho afirmou que os programas serão mantidos e aperfeiçoados para 2017.

As instituições municipais paulistas apresentam um modelo de gestão único. Apesar da condição de autarquias e fundações e de se submeterem à legislação da administração pública, elas podem cobrar mensalidades para a manutenção dos cursos e investimentos na própria instituição. “Não podemos ter um modelo único”, disse o ministro. “Temos universidades federais, instituições estaduais e municipais de educação superior, além das particulares. Todas devem conviver em um ambiente cada vez mais democrático e que facilite o acesso do jovem ao ensino superior.”

Assessoria de Comunicação Social

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