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Educação superior

Federal da Grande Dourados cria curso superior indígena

  • Segunda-feira, 24 de julho de 2006, 07h23

Professores indígenas dos povos Guarani e Caiová, do Mato Grosso do Sul, participam, de 1º a 3 de setembro, da primeira seleção para as 60 vagas do curso de licenciatura intercultural criado pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados (MS). A instituição foi desmembrada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em 2005, e integra o plano de expansão da educação superior do Ministério da Educação.

O vestibular para os professores das nações Guarani e Caiová será em três etapas. Nos dias 1º e 2 de setembro, os candidatos serão entrevistados pela universidade. No dia 3 fazem as provas escritas que constam de uma redação feita nas línguas guarani e portuguesa e uma prova objetiva com 25 questões sobre ciências sociais e da natureza, fundamentos da educação, legislação indígena e matemática.

A licenciatura intercultural para professores indígenas é uma graduação de quatro anos, dividida em oito módulos presenciais intensivos – na sede da UFGD – e etapas intermediárias. Os professores desenvolverão pesquisas nas aldeias com acompanhamento de tutores nas fases intermediárias. A primeira etapa presencial, diz a coordenadora de implantação do curso, Maria Aparecida de Oliveira, está prevista para outubro. Na abertura do curso, os professores terão aulas sobre história dos povos indígenas, legislação educacional e pedagogia intercultural.

Parceria – O curso foi construído numa parceria que envolve a UFGD, Universidade Católica Dom Bosco (de Campo Grande), Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretaria Estadual do Mato Grosso do Sul (Seduc) e as 12 prefeituras da região sul do estado com escolas dos povos Guarani e Caiová. É de responsabilidade do Departamento de Educação da UFGD oferecer professores e a infra-estrutura para o curso. A Católica participa com professores, a Seduc coloca à disposição do curso quatro professores tutores que acompanharão as etapas intermediárias, a Funai custeia o transporte dos cursistas entre as aldeias e a universidade e as 12 prefeituras custeiam a estada e alimentação dos professores cursistas.

Além da licenciatura indígena, a UFGD faz vestibular, em 3 de setembro, para seis novos cursos de graduação que juntos oferecem 260 vagas: engenharia de alimentos, 30 vagas; engenharia de produção, 30; zootecnia, 30; bacharelados em química com 30 vagas, gestão ambiental e ciências sociais com 40 vagas cada curso.

Expansão – A Universidade Federal da Grande Dourados é uma das seis faculdades públicas transformadas em universidade pelo plano de expansão da educação superior do MEC. Ela foi criada pela Lei nº 11.153, de 29 de julho de 2005. As outras instituições são: Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN), Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina, Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, e Universidade Federal de Alfenas (Unifal), em Alfenas, as três em Minas Gerais; Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde (FUFCSPA), em Porto Alegre (RS); e Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR), em Curitiba (PR).

Repórter: Ionice Lorenzoni 

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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