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Tecnologia

Robô que resolve cubo mágico é estrela na Olimpíada de Robótica

  • Terça-feira, 15 de agosto de 2017, 17h45

O cubo mágico, ou cubo de Rubyk, quebra-cabeças tridimensional criado pelo professor húngaro Erno Rubyk em 1974, é um desafio enorme para quem tenta resolvê-lo. O número de combinações possíveis é inimaginável – chega a mais de 43 quintilhões. Mas agora um robô criado por três alunas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) tem conseguido realizar a façanha em todos os testes.

O robô está entre os 198 projetos que brigam pelo título da 11ª etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), marcada para os dias 19 e 20 de agosto, em Natal. As duas melhores equipes de escolas públicas e privadas, uma de ensino médio e outra de ensino fundamental, representarão o estado potiguar na etapa nacional, em novembro, em Curitiba.

Caçula da turma, a aluna de ciência e tecnologia da IFRN, Samara Revoredo da Silva, de 19 anos, é a líder da equipe feminina, que conta ainda com Helora Dana Cruz Monteiro, 23, e Camila Jordana Ribeiro Teixeira, 25. Samara conta que as três levaram praticamente um ano para desenvolver o robô e estão otimistas quanto a participação na OBR.

O robô do IFRN concorre com outros 198 projetos pelo título da etapa estadual da olimpíada (Foto: Plácido Neto/IFRN)

“Nosso primeiro protótipo era feito com palitos de picolé e tivemos muito trabalho para chegar ao formato que temos hoje”, explica Samara. “Estamos satisfeitas com o resultado e acredito que temos boas chances na competição. O robô tem acertado o cubo mágico em todos os testes”, disse a estudante que, por conta do interesse em robótica, agora quer estudar engenharia mecatrônica.

Coordenadora da etapa estadual no RN e integrante da comissão da OBR na etapa nacional, a professora Sarah Sá lembra que as equipes do nível médio competirão no dia 19 e as do fundamental, no dia 20. “Temos as modalidades prática e teórica. A olimpíada foi fundamentada para divulgação da ciência da robótica. É uma competição em que os alunos têm que construir e programar um robô para realizar um determinado desafio”, conta a professora da IFRN. “Além dos competidores, a OBR busca difundir a robótica para a sociedade em geral e atrair crianças, adolescentes e adultos para esse universo”, finaliza Sarah.

Além da etapa estadual da OBR, o IFRN promoverá, nas mesmas datas, a 1ª Competição de Robótica para nível superior do estado e a 1ª Mostra Nacional de Robótica – regional RN –, que terá 21 projetos de alunos da educação infantil ao ensino superior das mais diversas áreas: desde cordéis com a temática da robótica à projetos na área de automação residencial.

História – As olimpíadas científicas tiveram seu início no Brasil em 1978. Desde 2002, no entanto, o poder público passou a apoiar oficialmente essas iniciativas através de edital público. Trata-se de uma iniciativa apoiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Nos últimos anos, diversas olimpíadas são apoiadas pelo CNPq, dentre elas as Olimpíadas Científicas de Física, Robótica, História e Astronomia.

Assessoria de Comunicação Social

Assunto(s): Olimpíada , robótica
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