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Trilhas da Educação

Estudantes mineiros melhoram o raciocínio por meio de projeto que utiliza tecnologia

  • Sexta-feira, 25 de maio de 2018, 10h35


Nos últimos anos, a tecnologia tem se tornado cada vez mais uma importante aliada na educação, e muitos professores estão buscando inovar a metodologia de ensino por meio do uso de aplicativos. É o que faz o professor Gabriel Hornink, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), em Minas Gerais. O docente é o entrevistado desta semana do programa
Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC.

Pensando em Códigos é o nome do projeto desenvolvido por Hornink. A partir de softwares de informática, o professor ensina o manejo de aplicativos, tanto pelo celular como pelo computador, que podem ter a função que o aluno ou o professor escolher. São ferramentas desenvolvidas por técnicos americanos do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que há décadas desenvolvem plataformas educacionais.

Com o projeto, o professor tem observado mudanças positivas na abordagem de conteúdo, com impacto direto em sala de aula e com resultados no aprendizado. “Nós verificamos que houve uma melhoria do raciocínio lógico e matemático, independente da pessoa usar o Scratch para aulas de línguas, aulas de biologia, de matemática, não importa. Como usa-se linguagens de programação, e precisa de lógica para usar essas linguagens, então também desenvolve em paralelo a qualquer conteúdo específico o raciocínio lógico do aluno.”

O professor explica que são utilizados dois aplicativos: o Scratch, do MIT, e o App Inventor. São softwares de autoria, ou seja, possibilitam que o aluno construa o seu próprio aplicativo. A proposta surgiu ainda em 2012, ligada aos projetos de extensão e pesquisa da Unifal. Têm participado alunos em fase de conclusão de curso, envolvidos em atividades de extensão, e estudantes de mestrado que acabaram levando a experiência até mesmo para a rede pública de ensino, como ele menciona durante a entrevista.

Para aqueles que se interessam em aprender o uso dos aplicativos, o professor ministra cursos gratuitos em uma plataforma de estudos, com apoio da universidade. Ele explica que para o Scratch há um módulo de 30 horas, de cinco semanas. Para o App Inventor, que é um pouco mais complex, são três módulos, cada um também com trinta horas. “Nós tivemos participantes a partir de 8 anos, até 60 anos, mesclando os conhecimentos prévios deles para poder potencializar também a aprendizagem do curso.”

Para saber mais sobre o projeto, acesse: http://www.unifal-mg.edu.br/lme.

Assessoria de Comunicação Social

 

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