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  • Formação étnico-racial na Bahia

    A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) vai receber este ano recursos do Ministério da Educação para abrir um curso de pós-graduação em relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira, de acordo com as diretrizes da Lei nº 10.639/2003. O curso da UESB é uma especialização de 360 horas em antropologia, com ênfase na cultura afro-brasileira, para 50 alunos.

    O calendário da UESB, explica a coordenadora do projeto, Marise de Santana, prevê a seleção dos candidatos em janeiro de 2009 e o início das aulas em 21 de março. O curso terá quatro módulos presenciais, duração de 12 meses, ministrado uma vez por mês, de quinta-feira a domingo, no campus da UESB, em Jequié. No restante da semana, diz Marise de Santana, professores pesquisadores da universidade vão acompanhar os alunos na construção da monografia, que será apresentada por eles ao final da formação. Se um aluno decidir por uma monografia sobre terreiro, por exemplo, um pesquisador desse campo do conhecimento vai orientá-lo.

    Entre as disciplinas do currículo elaborado pela UESB estão a antropologia de populações afro, história e cultura africana e afro-brasileira, diversidade lingüística. Marise de Santana explicou que, como o curso será financiado pelo MEC e gratuito aos alunos, a universidade definiu três critérios para a seleção: ter graduação, apresentar certificado do curso de aperfeiçoamento sobre educação e culturas afro-brasileiras, que a instituição oferece desde 2005, e desenvolver um projeto que discuta a cultura afro-brasileira.

    A coordenadora diz que a universidade optou por esses critérios por dois motivos. O primeiro é a grande procura – a UESB já fez dois cursos com esse currículo, que apesar de pagos tiveram procura excessiva, obrigando a fazer seleção. O segundo é que alunos sem ou com pouco conhecimento da temática étnico-racial demoram muito para compreender a abrangência do curso, tornando necessária a exigência do aperfeiçoamento prévio. Segundo Marise, de 2005 para cá, a universidade certificou cerca de 500 pessoas no curso de aperfeiçoamento, que tem 180 horas, daí a prioridade.

    Formação – A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) selecionou este ano, por edital, 25 instituições públicas de ensino superior para fazer formação em história da África e relações étnico-raciais, em nível de aperfeiçoamento ou especialização; e outras duas universidades foram escolhidas para produção de materiais didático-pedagógicos na temática. O investimento será de R$ 3,6 milhões, distribuídos entre as instituições, em valores que vão de R$ 100 mil a R$ 150 mil, recursos que serão repassados pelo Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro).

    Ionice Lorenzoni

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