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  • Escola do DF usa esporte para reduzir violência entre os estudantes

    O desenvolvimento de projeto de enfrentamento à violência por meio de práticas esportivas foi a solução adotada por uma instituição de ensino do Distrito Federal para combater o bullying. No segundo semestre do ano passado, a Escola-Classe 203, na cidade-satélite de Santa Maria, a 35 quilômetros do Plano-Piloto de Brasília, promoveu uma gincana para os alunos da educação infantil e um campeonato com diversas modalidades para os estudantes das séries iniciais do ensino fundamental.

    O bullying, que numa tradução livre do inglês significa intimidação, é o comportamento agressivo de estudantes. Compreende todas as formas de atitudes intencionais e repetidas, sem motivação evidente em uma relação desigual de forças. “Excelentes resultados foram alcançados”, diz Anita Maria Lins da Silva, orientadora educacional da instituição. Segundo ela, os alunos que brigavam passaram a organizar equipes esportivas, estratégias de jogo e torcidas organizadas.

    Graduada em pedagogia, com especialização em orientação educacional, supervisão escolar e séries iniciais, Anita é pós-graduada em psicopedagogia e faz mestrado em psicologia. Está no magistério desde 1999 e chegou à Escola-Classe 203 no início do ano letivo de 2009. Ela observa que, na maioria das vezes, as crianças agridem moral e fisicamente os colegas, independentemente da faixa etária. “O que mais acontece é a agressão física por motivos diversos ou apenas para oprimir e intimidar”, explica.

    O projeto de práticas esportivas foi criado a partir da constatação de casos de bullying tanto nas salas de aula quanto nos períodos de recreio, por meio da observação e relato dos professores. “Nosso objetivo é desenvolver o respeito mútuo, o fortalecimento dos laços afetivos, o respeito às regras e limites, além de estimular um ambiente de motivação e alegria”, salienta Anita.

    Segundo a orientadora, a implantação do projeto ajudou a fortalecer a relação entre professores e estudantes. “As crianças passaram a nos procurar mais vezes para resolver os diversos tipos de problemas”, observa.

    O trabalho foi tão positivo que será realizado novamente no início do ano letivo de 2010.

    Fátima Schenini

    Leia também artigo da professora Anita Maria Lins da Silva

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