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  • Estratégia do Ministério para o Ensino Médio

    Estratégia do Ministério para o Ensino Médio

     

    O Ministério da Educação, órgão responsável pela definição das políticas educacionais para o país adota, através da Secretaria de Educação Básica - SEB, uma estratégia para a ampliação e melhoria do ensino médio apoiada nos seguintes eixos:

     

    professora ministrando aulaEm dezembro de 2006, a PEC 53que institui o Fundeb é aprovada e regulamentada. Ela prevê a universalização do Ensino Médio presencial.

     

    Em junho de 2005, o MEC encaminha PEC para substituição do Fundef - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, quefinanciava apenas o ensino fundamentalpelo Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, que financia toda a Educação Básica, da creche ao término do Ensino Médio.

     

    Em atendimento a uma demanda da sociedade, o MEC sugeriu e discutiu com professores uma proposta paraoEnsino Médio Integrado ao Profissionalizante. Em 2004, esta proposta se transformou no Decreto 5154/2004 . Em 2007, 21 unidades da Federaçãojáestavam oferecendoEnsino Médio Integrado ao Profissionalizante. O MEC colabora contratando consultores pedagógicos para a elaboração dos cursos e o FNDE oferece apoio financeiro.

     

    Atendimento, a partir de 2004, de todos os concluintes do ensino fundamental, com idade de 14 a 16 anos;

     

    Melhoria curricular que contemple as diversas necessidades dos jovens consolidando a identidade do ensino médio centrada nos sujeitos;

     

    Ensino médio comprometido com a diversidade sócio-econômica e cultural da população brasileira;

     

    Valorização e formação de professores;

     

    Melhoria da qualidade do ensino regular noturno e de educação de jovens e adultos;

     

    Implantação do Plano de Educação para Ciência;

     

    Modernização e democratização da gestão de sistemas e escolas de ensino médio;

     

    Desenvolvimento de projetos juvenis, visando à renovação pedagógica e ao enfrentamento do problema da violência nas escolas;

     

    Integração e articulação entre ensino médio e educação profissional.

     



    [Contexto do Ensino Médio] [Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio] [Prêmio Ciências] [Ética e Cidadania] [Livro Didático] [Formação Continuada] [Coleção Explorando o Ensino] [Fenaceb - Apoio às Feiras de Ciências] [Publicações do Ensino Médio] [Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia - 2006/2007]

  • Estratégia para o Ensino de Ciências

    Estratégia para o Ensino de Ciências

    três jovens no laboratórioDentre as ações da Secretaria de Educação Básica, especial ênfase merece o ensino da ciência. Através de seu Departamento de Políticas de Ensino Médio está sendo implementado um Plano de Educação para a Ciência que visa incorporar efetivamente a prática e a reflexão científicas na vida escolar e social de adolescentes, jovens e adultos.

    Esta iniciativa tem por objetivos específicos:

     

    • Incentivar projetos curriculares voltados para a educação científica e mudanças curriculares que incorporem abordagens práticas e problematizadoras das ciências;

    • Ampliar e melhorar a formação inicial de professores de ciências, mediante incentivo com bolsas de licenciatura e abertura de campos de estágio orientado;

    • Promover a formação continuada de professores de ciências, mediante cooperação institucional, coordenada pela CAPEMP – Coordenação de Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio (a ser instituída) e com apoio da CAPES – Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e de outros órgãos de fomento;

    • Implantar as Oficinas de Ciências, Cultura e Arte em instituições de ensino e científicas, como espaços de ensino-aprendizagem e de formação inicial e continuada de professores; Promover a pós-graduação de professores de ciências, incentivando-se tomar sua prática pedagógica como objeto de investigação;

    • Promover a colaboração institucional, para formação inicial e continuada de professores, bem como para o apoio aos sistemas públicos de ensino; e, Implantar programas de produção e distribuição de livros e materiais didáticos de ciências.

    Menina examinando animais no laboratórioAs diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio destacaram, dentre outros, o princípio da contextualização, como processo de enraizamento dos conceitos científicos na realidade vivenciada pelos alunos, para produzir aprendizagens significativas.

     

    Isto significa partir dos fenômenos cotidianos em direção aos saberes escolares. Essa abordagem surge em oposição à transmissão dos conteúdos a partir das disciplinas científicas. Não obstante, tanto uma quanto outra abordagem precisam considerar que os conhecimentos escolares, conquanto devem superar os conhecimentos cotidianos, não se confundem com os conhecimentos científicos, nem os reproduzem no ambiente escolar.

     

    Diante de um problema, o conhecimento cotidiano costuma estar mais orientado para a necessidade de resolvê-lo na prática do que para a explicação de suas razões ou para a compreensão dos princípios que o definem, podendo estar distanciado significativamente do conhecimento científico. Por outro lado, como ensinar ciências partindo-se diretamente das disciplinas científicas se o contexto e as motivações de produção dessas e de seus conceitos é distinto do que caracteriza a escola; se os problemas propostos num e noutro também são diferentes?Chevallard (s/d), definindo transposição didática como o trabalho de transformação de um objeto de “saber a ensinar” em um “objeto de ensino”, chama a atenção para o fato de que, na escola, não se ensina um conceito inserido no conjunto de problemas e questões que o originaram.

     

    Jovens em um laboratórioExiste, na verdade, uma tendência ao didatismo, para tornar um conceito assimilável, chegando ao abstrato a partir do concreto, pelo estabelecimento de uma continuidade com o senso comum. A razão disto pode estar no fato de os alunos se encontrarem mais perto dos conhecimentos cotidianos, de tal modo que seus problemas, quando colocados, não são os da ciência. Por isso é necessário construir uma ponte entre a ciência e o conhecimento cotidiano (Claxton, 1991). Por se encontrarem a meio caminho entre esses dois extremos, os problemas escolares poderiam servir para construir essa ponte.

     

    Na sua forma habitual, os problemas escolares muitas vezes consideram tacitamente que o aluno já está na margem da ciência, que esta desperta o seu interesse e que ele quer resolver problemas científicos. Para um aluno que não se interessa pela ciência, que não se sente sintonizado com o seu discurso e suas maneiras de agir, os problemas escolares podem representar atividades artificiosas. Por isto a pertinência de se partir da realidade concreta. Mas isto quer dizer ir além do contexto de vivência do aluno e superar o senso comum.

     

    Quanto se parte do contexto de vivência do aluno, enfrentam-se concepções prévias, normalmente constituídas de representações errôneas ou limitadas quanto à explicação da realidade. Mesmo sendo um importante meio de estimular a curiosidade do aluno, ampliando e aprofundando seus conhecimentos, a pertinência de um processo ensino-aprendizagem contextualizado está condicionada à possibilidade de levar o aluno a ter consciência sobre seus modelos de explicação e compreensão da realidade, reconhecê-los como equivocados ou limitados, enfrentar o questionamento colocá-los em cheque num processo de desconstrução de conceitos e reconstrução/apropriação de outros.

     

    Se não enfrentada essa questão, corre-se o risco de considerar que a simples sistematização do conhecimento cotidiano seja suficiente para a aprendizagem. Por isto, um dos princípios que deve ordenar o ensino de ciências no ensino médio é o confronto entre os saberes cotidianos e o conhecimento científico, visando à compreensão dos limites também dos saberes escolares. O segundo princípio é a formação dos professores de modo que esses insiram em seu planejamento pedagógico a problematização dos fatos cotidianos, levando os alunos a perguntar sobre o(s) porquê(s) dos acontecimentos e, assim, motivar-se a refletir sobre o fato para além de suas percepções cotidianas, normalmente estruturadas sobre o senso comum;

     

    Chamar a atenção do aluno sobre a insuficiência de seus conhecimentos cotidianos para responder às perguntas e, portanto, percebendo a necessidade de estudá-lo de forma sistematizada, buscando-se conhecer, portanto, seus princípios científicos;

     

    Discutir os limites do senso comum para explicar os fenômenos e, portanto, a necessidade de se realizar as investigações científicas, demarcando-se, por um lado, a importância e as motivações sociais do trabalho científico, suas dimensões históricas e implicações ético-políticas e, por outro, a distinção entre esse tipo de conhecimento e o cotidiano, sem perder as relações entre eles;

     

    Ajudar a reconhecer o conhecimento científico como produção sócio-histórica; a discussão sobre a especificidade do conceito científico, como conhecimento produzido em bases acadêmicas, e dos conteúdos escolares, como resultado de um processo de didatização do primeiro;

     

    Abordagens teórico-metodológicas que articulem teoria e prática no ensino dos conceitos científicos.

     



    [Contexto do Ensino Médio] [Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio] [Prêmio Ciências] [Ética e Cidadania] [Livro Didático] [Formação Continuada] [Coleção Explorando o Ensino] [Fenaceb - Apoio às Feiras de Ciências] [Publicações do Ensino Médio] [Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia - 2006/2007]

     

  • Estudos ministeriais apontam caminhos para o Pronatec

    Documentos dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome foram elaborados e divulgados como parte da estratégia do governo de acompanhamento e aprimoramento do Pronatec (foto: Mariana Leal/MEC)O Ministério da Educação divulgou na tarde desta quinta-feira, 24, em reunião aberta, estudos elaborados pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e da Fazenda sobre o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Os documentos fazem parte da estratégia do governo de acompanhamento e aprimoramento do programa.

    Cada ministério usou metodologias, critérios e universos diferentes para analisar a importância do programa. Os estudos abordam os cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional (FIC) ofertados pela Bolsa-Formação, uma das cinco iniciativas do Pronatec.

    O estudo do MDS trabalha com os princípios de eficiência das atividades e dos recursos, eficácia no cumprimento dos objetivos e efetividade em impacto social.

    No primeiro princípio, o MDS destaca que o Pronatec oferece cursos com grande aderência às demandas do mercado formal de diferentes municipios. Cerca de 65% dos municípios apresentam alta adesão entre cursos ofertados e oportunidades do mercado de trabalho local. No quesito eficácia, em outros números, o programa conseguiu chegar a quase 4 milhões de pessoas em mais de 4mil municípios de todas as unidades da federação.

    Em efetividade, o destaque fica por conta do aumento da formalização no mercado de trabalho em 11,8 pontos percentuais entre os que fizeram o curso do Pronatec/Bolsa-Formação, mais que o dobro do aumento de formalização (4,9 pontos percentuais).

    “Pegamos pessoas praticamente idênticas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais; o mesmo sexo, cidade, idade, escolaridade, entre outros quesitos”, disse o secretário de avaliação e gestão da informação do MDS, Paulo Jannuzzi. “A única diferença é que um é parte do Pronatec e outro, não.” O cenário usado pelo MDS teve como base quase 1,8 milhão de pessoas, número que corresponde aos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).

    Modelo — O estudo do Ministério da Fazenda compreende um universo pequeno, de 161.985 pessoas pré-matriculadas no programa que tinham sido desligadas de empregos formais. Dessas, 79.658 não tiveram a matrícula confirmada (grupo de controle); outras 82.327 conseguiram a confirmação (grupo de tratamento). Embora bem focado na população pobre, e conseguindo promover emprego, em poucos casos conseguiu promover aumento de salários na recolocação obtida

    O estudo visa a analisar os estados em que houve índice elevado de reinserção no mercado de trabalho formal. “Temos de usá-los como modelo para aplicar em outros que não atingiram um níveis similares”, explicou o secretário-adjunto de políticas macroeconômicas do Ministério da Fazenda, Fernando de Holanda Filho.

    Apesar de ressalvas, o documento lembra que o Pronatec foi bem-sucedido na rápida expansão da cobertura e no atendimento a indivíduos menos favorecidos.

    Pronatec — De 2011 a 2015, o Pronatec realizou mais de 8,1 milhões de matrículas, em mais de 4.300 municípios brasileiros. Além da oferta de vagas gratuitas em todas as redes de educação profissional do país, o programa contempla a expansão físicas das redes públicas de educação profissional e a organização didático-pedagógica dos cursos técnicos e de qualificação profissional.

    Assessoria de Comunicação Social

     

     

  • Política pública abre inscrição para selo de reconhecimento

    Órgãos e entidades públicas ou particulares que promovem e disseminam ações alinhadas à Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) podem se candidatar ao selo de reconhecimento (Selo Enef). As iniciativas, individuais ou em conjunto, devem ser inscritas até 12 de julho, pela internet.

    Os interessados podem cadastrar iniciativas de educação financeira que tenham metodologia pedagógica de desenvolvimento adequada ao público beneficiário e também abordem conteúdos como cidadania, consumo responsável, orçamento pessoal e familiar, poupança e investimento, crédito, autonomia, prevenção, planejamento financeiro, empreendedorismo, defesa do consumidor e do investidor, sistema financeiro nacional, educação fiscal e mudança da condição de vida.

    De acordo com o regulamento, as iniciativas de educação financeira podem ser tanto presenciais quanto a distância. Outro critério é ser gratuita, além de não ter objetivo de promoção comercial de produtos ou serviços.

    O Selo Enef terá a validade de quatro anos, com processo de concessão a cada dois anos. A iniciativa que receber o selo será revisada a cada dois anos. O selo vem para reconhecer as iniciativas de educação financeira alinhadas à estratégia nacional.

    A Estratégia Nacional de Educação Financeira é uma política pública lançada em 2010 para promover a educação financeira e previdenciária da população, bem como contribuir para o fortalecimento da cidadania, para a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e para a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores. Foi criada a partir da articulação de órgãos e entidades governamentais, dentre eles o Ministério da Educação, e quatro organizações da sociedade civil, que integram o Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef).

    As iniciativas devem ser inscritas na página da Enef na internet.

    Assessoria de Comunicação Social

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