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  • Professora relata experiência com alunos especiais no Acre

    Alunos cegos recebem atendimento educacional especializado na escola São José, em Cruzeiro do Sul, Acre. (Foto: Arquivo da escola)Quando foi comunicada, no início do ano, que teria quatro alunos surdos na turma, a professora Ana Lima Cordeiro Gomes sentiu um impacto: “Falei que ia embora da escola”. Ela não se sentia preparada para trabalhar com eles, pois nunca fizera o curso da linguagem brasileira de sinais (Libras). No entanto, logo na primeira semana de aulas, mudou de opinião.


    “Se tivesse abandonado meu trabalho, estaria arrependida. Tem sido uma lição de vida”, revela Ana, professora de português da Escola São José, no município de Cruzeiro do Sul, Acre. Desde o início das aulas, os estudantes surdos procuravam ensinar algumas coisas aos professores para facilitar a comunicação: “A gente colocava no papel o que queria dizer e eles traduziam para a linguagem de sinais”, diz Ana, que tem 21 anos de experiência no magistério. A instituição dispõe agora de um intérprete, encarregado de passar o conteúdo da aula para a linguagem de sinais.


    De acordo com Ana, os alunos surdos demonstram interesse muito maior por aprender. “Eles têm esforço, dedicação e vontade de participar. O que falta na fala, sobra na percepção”, salienta. Para ela, nenhum aluno especial é problema — a professora tem também uma cadeirante entre os alunos, desde o ano passado.


    Com 1.258 alunos de ensino fundamental, a Escola São José atende 13 alunos especiais — nove surdos, dois cegos, um autista e um cadeirante. “Temos alunos especiais há muitos anos. A estudante que usa cadeira de rodas está aqui desde o primeiro ano e agora vai concluir o ensino fundamental”, explica a diretora da instituição, Sernizia Araújo Correia, pedagoga, com 16 anos de experiência profissional. “Os alunos recebem bem os especiais. Eles cuidam e protegem. É muito boa a interação”, diz.


    Capacitação — A Secretaria de Educação do Acre implantou um programa, chamado Padrão Mínimo, que inclui ações para acessibilidade tais como construção de rampas, banheiros e alargamento de portas. Além disso, promove ações de capacitação em parceria com as secretarias de educação dos 22 municípios do estado. São oferecidos cursos a professores da rede regular — a distância ou presencial — e das salas de recursos. A capacitação é feita em dois polos, que atendem todos os municípios. Um funciona na capital, Rio Branco, e o outro em Cruzeiro do Sul.


    “Montamos cursos a partir das necessidades e demandas das escolas. Elas é que determinam o tipo de capacitação que precisam para o atendimento de suas necessidades”, esclarece a gerente de educação especial da secretaria, Claudia de Paoli. Segundo ela, a maioria dos pedidos das escolas refere-se à avaliação de alunos, instrumentos a serem usados para registrar a evolução do aluno e transformação de relatórios em notas.


    A secretaria também promove oficinas de diferentes disciplinas. “O professor aprende a confeccionar material e vê que é possível. Que, com vontade, consegue. Estão saindo trabalhos excelentes”, garante Claudia.

    Fátima Schenini


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  • UFMG promove congresso sobre estudantes com deficiência

    A Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), promove, de 13 a 15 de setembro, o 1º Congresso Mineiro de Educação Especial e Inclusão Escolar. O objetivo é aprofundar a reflexão sobre processos educativos e práticas pedagógicas que contribuem para tornar a escola uma instituição acessível a crianças e jovens com deficiência e necessidades educacionais especiais.

    Pesquisadores, professores, profissionais da área de educação, comunidade acadêmica e demais interessados, podem participar do debate. Um dos temas previstos é a inclusão escolar desses alunos especiais, com deficiências como o autismo e as altas habilidades (superdotação), nos diferentes níveis e modalidades de ensino, por meio do diálogo e articulação com projetos de professores, técnicos e estudantes, nos diversos campos de conhecimento.

    “Minas Gerais ainda é um estado carente nesse tipo de discussões. Assim, eventos desse tipo são importantes para se debater pesquisas que promovam a acessibilidade e inclusão escolar, além de divulgar estudos que desenvolvam novas ferramentas e metodologias de ensino voltadas para as pessoas com deficiência e necessidades educacionais especiais”, explica a professora Regina Célia Passos Ribeiro de Campos, coordenadora do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Educação Inclusiva e Necessidades Educacionais Especiais (Geine) da UFMG. Ela é uma das organizadoras do congresso. “É importante reforçar que todas as pessoas que participarem do congresso receberão um certificado da UFMG”, observa ela.

    O Geine oferece 250 vagas e os interessados podem se inscrever até 8 de setembro, na página eletrônica do grupo. Nesse endereço também é possível acompanhar toda a programação do congresso. As oficinas serão realizadas no Auditório Neidson Rodrigues, na Faculdade de Educação da UFMG.

    Pessoas com necessidades especiais devem informar, previamente, qual tipo de apoio necessitam. Já os candidatos interessados em submeter o seu trabalho precisam enviar o resumo da obra até 1º de setembro por O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

    Acesse a página eletrônica do Geine

    Assessoria de Comunicação Social 

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