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  • Comemoração da data promove valorização dos educadores

    O Dia do Professor foi comemorado com uma programação que incluiu palestras e instalação de grupos de trabalho (Foto: João Neto/MEC)Comemorado em 15 de outubro, o Dia do Professor foi celebrado pelo Ministério da Educação nesta terça-feira, 13, com uma série de atividades organizadas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi). A programação incluiu palestra sobre os desafios da valorização dos educadores e a instalação de grupos de trabalho para educação no campo.

    Durante a comemoração, o secretário da Secadi, Paulo Gabriel Nacif, destacou a missão dos educadores e educadoras do Brasil para a qualificação das atividades em sala de aula. “Os professores carregam toda a esperança e carregam, seguramente, esse desafio de transformar, em conjunto com diretores, com técnicos, com alunos e com estudantes, essa sala de aula.”

    Para Nacif, a transformação deve se estender também à escola, não apenas por meio da educação integral em relação ao tempo, mas “integral do ponto de vista de sua integração com a cidade, construindo cidades educadoras”.

    Campo– Formados por três grupos de trabalho, os estudos sobre o ensino no meio rural instalados durante a comemoração fornecerão ao MEC propostas para o fortalecimento das licenciaturas da educação no campo, dos centros familiares de educação por alternância e das escolas fora dos centros urbanos. Os grupos foram instituídos entre os meses de setembro e outubro por meio de portarias publicadas no Diário Oficial da União.

    Um dos focos dos estudos será o fechamento das escolas no meio rural. “Sabemos que o fechamento das escolas do campo é um dos maiores absurdos da nossa contemporaneidade e nós precisamos combater isso de forma efetiva”, disse Nacif. O secretário também destacou a necessidade de se construir critérios técnicos para assegurar a distribuição territorial e espacial das escolas do campo em harmonia com as necessidades da população.

    A comemoração do Dia do Professor contou, ainda, com a palestra Ações e Desafios para a Valorização de Professores e Professoras, ministrada pela secretária de Estado da Educação de Minas Gerais, professora Macaé Evaristo.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Desenvolvimento depende da valorização dos 2,5 milhões de profissionais

    O desenvolvimento econômico, social e sustentável do Brasil somente ocorrerá com a efetiva valorização do professor, da creche à pós-graduação. O Brasil possui cerca de 2,5 milhões de profissionais que atuam como docentes em escolas da educação básica e instituições de educação superior, responsáveis pela formação dos nossos estudantes. O MEC trabalha para garantir o fortalecimento e valorização dos docentes em todos os níveis de ensino do país. Por isso, mantém programas e ações estruturantesvoltadas para a formação de professores.

     

    No âmbito da formação inicial, há o Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor Presencial), implantado em regime de colaboração entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), os estados, os municípios e o Distrito Federal e as instituições de educação superior, para atender a formação em serviço. O programa fomenta a oferta de turmas especiais em cursos de licenciatura, segunda licenciatura e formação pedagógica.

     

    Há também uma iniciativa para conceder bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) é uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. A Capes concede cinco modalidades de bolsa aos participantes do projeto institucional.

     

    Em 2012, foram concedidas 49.321 bolsas, número que em 2013 aumentará para 72 mil bolsas, após o término da seleção das propostas submetidas no âmbito do edital 2013.

     

    Além do edital 2013 do Pibid, a Capes lançou o edital do Pibid-Diversidade, cuja finalidade é contemplar as licenciaturas do campo e intercultural indígena. O programa tem como objetivo o aperfeiçoamento da formação inicial de professores para o exercício da docência nas escolas indígenas e do campo.

     

    Outra ação desenvolvida é o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), criado em 2006. O sistema é integrado por 103 instituições de ensino superior públicas dos estados, municípios e do Distrito Federal, que oferecem cursos por meio da modalidade de educação a distância (EaD).

     

    Na UAB são ofertados os três primeiros mestrados no formato semipresencial do país: o Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (ProfMat), para professores em serviço no ensino médio, criado em 2010; o Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras), para professores em serviço no ensino fundamental, e o Programa de Mestrado Profissional em Física (ProFis), para professores em serviço no ensino médio, os dois últimos criados em 2013.

     

    Entre as ações desenvolvidas para melhorar a formação dos professores, o MEC mantém programas de cooperação internacional para aprimorar o ensino de línguas estrangeiras.

     

    No âmbito da formação continuada, mais de 300 mil professores alfabetizadores já estão cadastrados no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O MEC também mantém cursos de especialização e aperfeiçoamento de gestão escolar, tecnologias da informação e comunicação, saúde e prevenção, educação infantil, bem como os anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio. Os professores também realizam cursos no âmbito dos programas Ensino Médio Inovador e Mais Educação.

     

    O MEC entende que é necessário investir na melhoria contínua da formação dos professores, já que eles são responsáveis pela formação dos futuros líderes do nosso país. Para valorizar cada vez mais o professor dentro e fora de sala de aula, o Brasil sabe que precisa aumentar os recursos e investir, por exemplo, no salário dos docentes, como política sustentável para o desenvolvimento.

     

    O marco histórico da aprovação dos royalties para educação e o Plano Nacional da Educação (PNE) em discussão no Congresso Nacional são passos fundamentais para o avanço da educação brasileira, que, no nosso entendimento, deve ter como ponto central a valorização do professor.


    Assessoria de Comunicação Social

     

    Leia mais: Homenagem aos mestres veio com regulamentação da educação no Brasil

  • Educador de São Paulo é um dos responsáveis por comemoração

    Um professor apaixonado pelo magistério é um dos responsáveis pela comemoração do Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro. Salomão Becker deu aulas durante 49 anos e, por suas contas, teve mais de 100 mil alunos. A criação da data completa 70 anos em 2017 e é um reconhecimento do trabalho desses profissionais, que contribuem para a formação e para o desenvolvimento do país.

    Tudo começou em 1827, quando D. Pedro I baixou decreto imperial que determinava a criação de escolas em todas as cidades e vilas do país, as chamadas Escolas de Primeiras Letras. No texto, havia a determinação de descentralizar o ensino e regulamentar o salário dos professores, além da indicação de quais matérias deveriam ser ensinadas a todos os estudantes e quais deveriam ser as formas de contratação dos docentes.

    Mas apenas em 1947, ou seja, 120 anos depois do decreto imperial, a primeira comemoração dedicada aos professores foi realizada. A ideia partiu de Salomão Becker, que propôs reunir a equipe do Colégio Caetano de Campos, em São Paulo, para discutir os problemas da profissão, planejar as aulas e trocar experiências. A reunião foi crescendo e passou a ter a adesão de várias outras escolas até que, oficialmente, o feriado escolar foi criado pelo Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963.

    Dedicação – Salomão Becker era formado em filosofia, sociologia, geografia, história e, já mais velho, ainda se graduou em direito – todos, pela Universidade de São Paulo (USP). Sua célebre frase “professor é profissão; educador é missão” ainda motiva muitos educadores.

    Para o filho Sérgio Becker, que é palestrante, o exemplo do pai é o seu maior legado. “Com ele, aprendi que só deve ser professor quem for vocacionado. E jamais achar que sabe tudo, pois ele mesmo estudou até o fim da vida”, destaca.

    Sérgio Becker também relembra que o pai era um grande incentivador de seus alunos, muitos dos quais ajudou a decidir que rumos trilhar. De acordo com ele, 11 anos após a morte de Salomão, não são raras as vezes em que pessoas desconhecidas o procuram para dizer o quanto o educador foi importante em suas vidas.    

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Educar é missão que envolve 2,5 milhões de profissionais do ensino em todo o país

    A data de 15 de outubro marca a comemoração do Dia do Professor no Brasil, uma homenagem aos 2,5 milhões de docentes que exercem a atividade no país na educação básica e na educação superior. É um reconhecimento da importância do trabalho desempenhado por esses profissionais, que contribuem para a formação e para o desenvolvimento do povo brasileiro.

    De acordo com a Sinopse Estatística da Educação Básica de 2013, o número de pessoas no Brasil em atividade de docência é de 2.141.676. Em nível de graduação e pós-graduação, segundo o Censo da Educação Superior do mesmo ano, 367.282 profissionais exercem funções educadoras — aproximadamente 48,84% trabalham em tempo integral; 25,36%, em tempo parcial e 25,78% são horistas.

    A maioria dos 367 mil docentes da educação superior (321 mil) tem mestrado ou doutorado. Nos últimos dez anos, o número de mestres e doutores na rede pública cresceu 90% e 136%, respectivamente.

    Origens — A origem da data remete a D. Pedro I, que baixou decreto imperial, em 1827, criando o ensino elementar no Brasil. O documento determinava que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. O texto regulamentava ainda a descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os docentes deveriam ser contratados.

    Após 120 anos desse decreto imperial (1947), ocorreu a primeira comemoração dedicada ao professor. A ideia de fazer do dia um feriado surgiu em São Paulo, com o professor Salomão Becker. À época, ele propôs uma reunião com toda a equipe da escola em que trabalhava para que fossem discutidos os problemas da profissão, planejamento das aulas e trocas de experiências. Segundo o discurso de Becker, “professor é profissão; educador é missão”.

    A celebração foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

  • Homenagem aos mestres veio com regulamentação da educação no Brasil

    O Dia do Professor é uma homenagem ao trabalho dos cerca de 2,5 milhões de profissionais que atuam hoje como docentes em escolas da educação básica e instituições de educação superior do país. É também um reconhecimento a todos os professores que, ao longo da história desta nação, contribuíram para a formação e o desenvolvimento do povo brasileiro.

    A comemoração ocorre em outros países mundo afora, em diferentes datas, mas por aqui sua origem remonta a 1827, quando, em 15 de outubro, dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila, o Imperador D. Pedro I baixou decreto criando o ensino elementar no Brasil. Esse documento determinava que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Regulamentava ainda a descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os docentes deveriam ser contratados.

    O Dia do Professor ganhou status de feriado escolar, em 1963, por força do decreto federal 52.682. Mas, segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, é preciso resgatar também a história dessa celebração para perceber que ela está diretamente relacionada à própria criação de uma legislação para a educação no Brasil.

    “O Governo Federal hoje considera a educação uma prioridade nacional e valorizar o professor é fundamental para um ensino de qualidade”, diz o presidente do Inep. “Felizmente, o piso salarial do magistério já é uma realidade. E o Ministério da Educação vem também atuando para garantir maior e melhor formação a todos esses profissionais”, complementa.

    Formação– Segundo dados do censo escolar de 2012, dos 2.101.408 professores atuando na educação básica brasileira, 1.642.195 têm formação superior, aproximadamente 78%. Em 2008, esse percentual era de 67%.

    Já o censo da educação superior, cujos dados mais atuais divulgados são de 2011, diz que havia 357.418 professores ministrando aula em instituições de educação superior, dos quais 30% tem doutorado; 38%, mestrado, e 28%, especialização. Cinco anos antes, esses números eram, respectivamente, 23%, 36% e 30%.

    Assessoria de Comunicação Social do Inep
  • Ministério da Educação saúda os professores pelo seu dia

    Neste 15 de outubro, o Ministério da Educação saúda os professores e destaca a importância desses profissionais para o avanço do país, por contribuírem na formação do povo brasileiro. O reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos docentes reflete-se no empenho constante do governo federal na valorização dos educadores.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Ministro agradece dedicação e presta homenagem aos mestres

    Nos últimos anos, graças à capacidade e dedicação dos mais de 2 milhões de professores, o Brasil avançou muito em todos os indicadores educacionais. No dia em que se comemora o Dia dos Professores, o Ministério da Educação agradece a cada um pelo seu trabalho e os convida a continuar enfrentando, com entusiasmo, trabalho e dedicação, os desafios que ainda temos para tornar o Brasil um país mais justo e com oportunidades iguais para todos. Uma pátria educadora só se realiza com a valorização de seus professores.

    Para homenageá-los, visitarei a Escola de Ensino Médio Augustinho Brandão, em Cocal do Alves, no Piauí, considerada a melhor colocada do país na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

    Aloizio Mercadante, ministro da Educação

    Assista:

  • Ministro anuncia lançamento de Programa Nacional de Residência Pedagógica


    Em pronunciamento em rede nacional pelo Dia do Professor, neste domingo, 15 de outubro, o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou o lançamento do Programa Nacional de Residência Pedagógica para 2018, visando “aperfeiçoar a formação dos professores”. A residência pedagógica é uma das ações da politica de formação de professores que o MEC deve anunciar esta semana.  O ministro destacou, ainda, a manutenção dos investimentos na área. “Vamos investir dois bilhões de reais na promoção, formação e valorização da profissão docente, entre 2017 e 2018. Apesar da grave crise econômica, este ano fizemos os repasses integrais para educação básica. Ao mesmo tempo, conseguimos cumprir rigorosamente o cronograma de repasse dos recursos para as universidades e institutos federais”, declarou.

    Durante seu pronunciamento, o ministro reforçou que as ações do MEC têm buscado dar a estes profissionais “reconhecimento e condições de trabalho compatíveis com a missão que exercem”. “O governo do presidente Michel Temer já aprovou a reforma do Ensino Médio e, na Nova Base Comum Curricular (BNCC), garantiremos mais apoio ao professor”, disse Mendonça Filho, que logo em seguida, completou: “Priorizar a educação é obrigação do governo. Mas, acima de tudo, temos que valorizar o homenageado do dia: o professor. E, é isso que faremos.” Ainda dentro das ações do MEC para melhorar a educação no Brasil e, paralelamente, a qualidade da profissão docente, foram citados pelo ministro Mendonça Filho a oferta de mais dois milhões de vagas no ensino profissionalizante até 2018, a contratação de mais 3.900 profissionais para os hospitais universitários e a ampliação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) com mais 300 mil vagas. 

    Em homenagem ao Dia do Professor, o ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou novos investimentos do governo (Luís Fortes/MEC)
    Já dentro da Política de Fomento à Escola em Tempo Integral, registrou o investimos R$ 1,5 bilhão para ampliação da rede. O pronunciamento do ministro da Educação foi marcado, também, por uma homenagem aos familiares das crianças atingidas no incêndio da creche Gente Inocente, em Janaúna, Minas Gerais, no dia 5 de outubro. “Quero registrar, nesse momento, a nossa solidariedade às famílias que perderam suas crianças na tragédia de Janaúba, em Minas Gerais. E prestar todas as homenagens a professora que deu sua vida para salvar vidas de crianças, Heley Abreu Batista, uma heroína da educação brasileira.” A creche foi incendiada em horário de aula. Onze pessoas morreram, sendo nove, crianças, a professora Helley Batista e o vigia da escola e autor do ataque. Damião Soares dos Santos, de 50 anos.

    Leia o pronunciamento na íntegra

    Boa noite. Hoje é um dia muito importante para todos nós, brasileiros. É o dia do professor. O profissional comprometido e dedicado, responsável pela formação dos nossos jovens pela educação e atenção às nossas crianças. Estamos trabalhando para dar a esse profissional o reconhecimento e as condições de trabalho compatíveis com a missão que exerce. O governo do presidente Michel Temer já aprovou a reforma do ensino médio e, na nova base comum curricular, garantiremos mais apoio ao professor.O Ministério da Educação vai lançar, em 2018, o programa nacional de residência pedagógica para aperfeiçoar a formação dos professores nas escolas, desde a graduação. Vamos investir dois bilhões de reais na promoção, formação e valorização da profissão docente, entre 2017 e 2018. Apesar da grave crise econômica, este ano fizemos os repasses integrais para educação básica. Ao mesmo tempo, conseguimos cumprir rigorosamente o cronograma de repasse dos recursos para as universidades e institutos federais. Estamos oferecendo mais dois milhões de vagas no ensino profissionalizante até 2018. Contratamos mais 3900 profissionais para os hospitais universitários. Ampliamos o Fies com mais 300 mil vagas. Só no fomento à escola em tempo integral, investimos 1 bilhão e meio. Priorizar a educação é obrigação do governo. Mas, acima de tudo, temos que valorizar o homenageado do dia: o professor. E, é isso que faremos. Quero registrar, nesse momento, a nossa solidariedade às famílias que perderam suas crianças na tragédia de janaúba, em minas gerais. E prestar todas as homenagens a professora que deu sua vida para salvar vidas de crianças, Heley Abreu Batista, uma heroína da educação brasileira.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Profissional valorizado e com boa formação garante uma educação avançada e de qualidade

    Oficializado como feriado escolar pelo Decreto Federal Nº 52.682/63, o Dia do Professor é comemorado anualmente no país no dia 15 de outubro. “Uma educação pública de qualidade passa necessariamente pela valorização dos professores”, avalia o ministro da Educação, Mendonça Filho, ao defender a importância de estimular o professor nessa nobre missão de ensinar.

    “Vamos ampliar a formação do professor com programas melhor formatados e apoio aos programas já existentes”, garante o ministro. Além disso, ele destaca a criação de oportunidades para atrair jovens para cursos de formação de professores e o acesso à formação continuada. Para Mendonça, as festividades realizadas nas instituições de ensino, envolvendo pais e alunos, promovem e reforçam a função de mestre que o professor tem na sociedade moderna.

    “Quando falamos em educação básica precisamos dos prefeitos e governadores, dos secretários estaduais e municipais de educação e dos coordenadores, para mobilizar ao máximo os professores do Brasil em favor de uma educação pública de boa qualidade”, explica Mendonça Filho, que vê o professor como peça chave para a construção de uma educação de qualidade e avançada.

    Premiados – O MEC conta com o Prêmio Professores do Brasil. O objetivo é reconhecer e premiar experiências pedagógicas que melhoram o processo de ensino e aprendizagem nas salas de aula.

     “Esses prêmios são mecanismos não só de valorização do professor e do gestor, mas também das melhores práticas a serem difundidas”, explica o coordenador de certames e projetos da Secretaria de Educação Básica (SEB), Joselino Goulart Junior. De acordo com Joselino, a intenção é que a experiência chegue ao conhecimento de outros professores, para que eles possam replicá-las em outros ambientes.

    Um exemplo na prática é o trabalho que o professor Ivan Nunes Gonçalves desenvolve no município de Arrio do Meio, no Rio Grande do Sul. Professor há mais de trinta anos, atua há dez com projetos interdisciplinares e acredita no trabalho envolvendo toda a escola. “Quando se faz com paixão, as coisas ficam mais fáceis. Trabalhando em grupo e com projetos a gente vem tendo bons resultados.”

    O professor já ganhou três vezes o Prêmio Professores do Brasil. Em 2011 com um projeto de reciclagem de lixo, em 2012 com uma iniciativa sobre alimentação saudável e em 2015 com o projeto Matematicando, Tô Ligado! A proposta foi construir jogos e brinquedos com conteúdos matemáticos, mas envolvendo as outras disciplinas.

    O resultado foi uma feira interativa com a comunidade e a aprovação de muitos alunos. “Em termos de conteúdo e aprovação a experiência foi fantástica, chegamos quase a 100% de aprovação na escola, que tinha índices de 30% a 20%”, conta Ivan, ao falar dos alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental da Escola Estadual Ministro Francisco Brochado da Rocha.

    No ano passado, pela primeira vez, o Prêmio Professores do Brasil foi realizado em conjunto com o prêmio Gestão Escolar, uma iniciativa que deu origem ao projeto Educadores do Brasil. Para participar, em ambos os casos, é preciso enviar ao MEC o relato sobre o projeto do professor ou da escola, de acordo com o regulamento de cada prêmio. A próxima edição ainda está em processo de elaboração.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Uma rotina de 40 anos, nenhuma vontade de abandonar o ofício

    Para o professor Lucivânio Jatobá, dar aulas é "desenvolver nos jovens e nas novas gerações uma consciência científica do mundo" (Foto: Arquivo pessoal)

    A sala de aula é rotina há 46 anos na vida do professor e doutor Lucivânio Jatobá. O magistério começou a fazer parte do dia a dia do docente em 1971, quando o então estudante de geografia dava aulas de matemática para os alunos do antigo primeiro grau, atualmente chamado de ensino fundamental. A ciência exata foi lecionada apenas por um ano, logo em seguida ele começou a repassar para os alunos os conhecimentos de geografia que adquiria nos bancos da Universidade Federal de Pernambuco. Em 1977, Lucivânio passou a lecionar na instituição que o formou, e desde então não abandonou mais a carreira de professor, que é homenageada a cada 15 de outubro e considerada uma das mais importantes profissões do mundo.

    “O que mais me atrai na sala de aula é me sentir útil para o meu país. É poder desenvolver nos jovens e nas novas gerações uma consciência científica de mundo”, afirma o professor, que já poderia ter se aposentado, mas como ele próprio diz, o medo do day after não o deixa abandonar os quadros. “Parar de repente pode dar uma provável sensação de inutilidade para o meu país e para os meus alunos”, ressalta Lucivânio.

    Mesmo após ter começado a lecionar na UFPE, Lucivânio, por 10 anos, acumulou junto com as aulas para universitários a docência no ensino médio. Ele diz que esse tempo todo de convívio com os alunos foi o grande responsável pela sua formação. “A minha grande universidade não foi a universidade, e sim as salas de aula. Foi nelas que aprendi a ser um docente”, frisa o doutor, que possui bacharelado e mestrado em geografia e doutorado em meio ambiente e desenvolvimento, todos pela UFPE.

    Lucivânio diz que ver o sucesso dos alunos é uma das recompensas que os anos de sala de aula proporcionam. De acordo com ele, muitos alunos agora ocupam cargos importantes ou são professores de destaque na UFPE, e que já escutou de ex-alunos a seguinte frase: “fui fazer geografia graças às suas aulas”. Ele também comenta que o enche de orgulho ver que os ensinamentos passados devem estar sendo utilizados na vida profissional de quem já está no mercado de trabalho. “O que dei e o que expliquei deve estar sendo aplicado por um ex-aluno e atual secretário de governo”, comemora.

    O professor diz que também faz pesquisas, mas o que mais gosta mesmo é de lecionar. Além disso, ele também já publicou nove livros, sendo a maioria didáticos, que são a sua preferência quando se trata de publicações. “O livro didático atinge uma massa maior de pessoas que precisam aprender. Para mim é mais importante escrever para os alunos do que para os meus pares”, enfatiza. Ele já escreveu obras voltadas para públicos dos ensinos fundamental e superior. 

    Apesar de ter muito o que comemorar, Lucivânio observa que durante todos esses anos também sofreu algumas decepções na docência, mas nada que o fizesse desistir desse ofício essencial para a evolução de uma sociedade.

    Assessoria de Comunicação Social

     

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