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  • Nas páginas do livro A menina que realizou seus sonhos, Milena Tavares Barbosa, de nove anos, conta a história de sua amiga Maria Eduarda Rezende Cruz, de 11 anos. Milena percebeu na rotina escolar como as pessoas tratavam sua coleguinha com síndrome de Down. “Tem muitas pessoas que rejeitam e eu não gosto disso. Acho isso um desrespeito, porque mesmo que ela tenha síndrome de Down a gente tem que tratá-la como uma pessoa normal”, disse a menina, ao se referir à amiga.

    Milena é aluna do quarto ano da Escola Classe 305 Sul, em Brasília. Foi lá que as duas se conheceram e estudaram juntas por um ano. Do convívio surgiu uma amizade contada em forma de ficção por incentivo dos professores. A Escola Classe 305 Sul tem como metodologia incentivar a escrita nas aulas de português para que os alunos aprendam a se expressar e melhorem o interesse pela leitura.

    “A intenção é jogar temas para que todos tenham essa vontade de ler e se expressar. Queremos que os livros inspirem não apenas uma leitura, mas também uma escrita, uma produção, e quem sabe teremos mais escritores do nosso quarto ano”, comentou a professora de português Luciane Duarte. Em A menina que realizou seus sonhos, Milena conta a história de Tati, uma menina com síndrome de Down que não saía de casa por causa do medo do preconceito. Tati consegue superar essa barreira e entrar na escola, onde descobre que a sua beleza está no fato de ser diferente.

    “Milena é tão legal. Ela é minha amiga, ela é meu sonho”, resume Maria Eduarda, ao falar o que sente por Milena. As duas estudaram juntas ao longo de todo o terceiro ano, em 2016. O livro surgiu de um texto que foi pedido pela professora sobre a síndrome de Down e a lição que ele deixa é a da inclusão. “As pessoas que têm síndrome de Down não podem ser excluídas. Eu espero que meu livro fale para as pessoas que não podemos rejeitar quem tem alguma deficiência”, completou Milena. O lançamento do livro deve ser feito este mês na própria escola, com direito a sessão de autógrafos.

    Assessoria de Comunicação Social 

  • Interação com crianças das classes normais ajuda no desenvolvimento de Ylan Mateus (direita), de 6 anos (Foto: Isabelle Araújo) No dia 21 de março, o mundo comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data remete à luta para a inclusão das pessoas com a deficiência nas escolas, no mercado de trabalho e nas relações sociais. Em consequência desse movimento, dados do Censo Escolar revelam que houve um crescimento expressivo nas matrículas de pessoas com deficiência na educação básica regular, ou seja, em turmas em que também estudam crianças sem deficiência. No ano de 2014, eram 698.768 alunos especiais matriculados em classes comuns.

    Em 1998, cerca de 200 mil pessoas estavam matriculadas na educação básica, sendo apenas 13% em classes comuns. Em 2014, eram quase 900 mil matriculas e 79% delas em turmas comuns. “Se considerarmos somente as escolas públicas, o percentual de inclusão sobe para 93% em classes comuns”, explicou a diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Martinha Clarete dos Santos.

    A jovem Jéssika Figueiredo, 22 anos, é a prova de que incluir pessoas com a síndrome no ensino regular aumenta as oportunidades de seu desenvolvimento. Durante toda a vida, Jéssica estudou em escolas regulares. Hoje, ela atua como fotógrafa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e é, também, relações públicas da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

    “Eu, como pessoa com Síndrome de Down, acredito que aprendi mais estudando no ensino regular. Aprendi com as pessoas, com os professores. Passei a acreditar no meu potencial. Se tivesse sido em uma escola de ensino especial talvez não fosse assim”, opinou Jéssica.

    De acordo com Martinha, a luta para que crianças e jovens com Síndrome de Down ou qualquer outra deficiência se mantenha na escola é grande.  “Hoje o MEC apoia técnica e financeiramente estados e municípios na formação de professores e oferecendo recursos tecnológicos de suporte aos deficientes.” Segundo a diretora, 42 mil escolas já receberam recursos multifuncionais para acessibilidade e 57 mil escolas tiveram verbas para adequação da estrutura de forma que atenda melhor às necessidades das crianças.

    Dados do Ministério da Educação revelam que também houve um aumento de 198% no número de professores com formação em educação especial. Em 2003, eram 3.691 docentes com esse tipo de especialização. Em 2014, esse número chegou a 97.459.

    Na outra ponta, está o pequeno Ylan Mateus, seis anos. Portador da Síndrome de Down, ele acabou de ser matriculado na Escola Classe 413 Sul, em Brasília. A escola, que é regular, já atende a outras seis crianças com necessidades especiais. Para a diretora da escola, Vera Lúcia Ribeiro, esse tipo de convivência entre as crianças tem trazido resultados relevantes para todos na escola. “Essa interação entre as crianças faz com que aprendam a lidar com as diferenças. Elas se envolvem tanto que acabam protegendo umas às outras. Isso é muito bonito”, disse a professora.

    Carolina Oliveira

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  • Celebrado em 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down busca conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito e da inclusão. Os desafios persistem, mas, a cada ano, esse apelo ganha mais força nas escolas.

    Hoje a presença nas escolas regulares de alunos com síndrome de Down é uma realidade e vem comprovar que a convivência com as diferenças, além de enriquecer o ambiente escolar, é um direito de todos.

    David Aquino de Oliveira participa do projeto Fashion Inclusivo, desenvolvido pelo Centro de Ensino Especial nº 1 de Sobradinho (Foto: Arquivo pessoal)

    Aluno do Centro de Ensino Especial nº 1 de Sobradinho, David Aquino de Oliveira, de 26 anos, tem síndrome de Down e faz da sua atuação uma forma de lutar contra o preconceito. Ele participa do projeto Fashion Inclusivo, uma ação que começou na escola onde estuda por iniciativa de uma professora. O projeto cresceu e a educadora que idealizou a proposta decidiu abrir uma associação. Mensalmente, crianças, adolescentes e adultos com síndrome de Down e outras deficiências se reúnem, juntamente com seus pais, para ensaiar e organizar os desfiles. 

    “As roupas são emprestadas pelas lojas ou a gente compra”, conta a mãe de David, Maria do Carmo Aquino. “A proposta do Fashion Inclusivo é mostrar que as pessoas que são especiais podem desenvolver qualquer coisa. ” Por conta do projeto, David já esteve duas vezes em Foz do Iguaçu (PR), em São Paulo, já foi para o Paraguai e para a Argentina”.

    Maria do Carmo destaca o gosto do filho por atividades ligadas às artes. Na escola, David participa da oficina pedagógica onde aprende a fazer tapetes e outros artesanatos. Também na escola, já teve aulas de judô e atualmente faz natação, uma das disciplinas que mais aprecia. “Eu gosto de tudo, faço tudo aqui”, afirma o estudante.

    Mobilização – A professora de David, Denirse Fonseca, tem especial carinho pelo jovem. “Ele é muito tranquilo e muito carinho e interage bem”, resume. “Na turma dele tem mais duas meninas com Down. Para nós, professores, os desafios são muitos, mas, se a gente tem o apoio da família e da instituição, é um trabalho que pode ser bem realizado. Além da formação, é necessário ter boa vontade e amor pela profissão. ”

    Diretora de Políticas da Educação Especial do MEC, Patrícia Neves Raposo destaca que o 21 de março é uma data fundamental para mobilizar governos e sociedade em torno de uma reflexão sobre os direitos humanos.  “O MEC, por meio dos seus programas e ações, tem apoiado sistemas de ensino para garantir o acesso à participação e aprendizagem de todos os alunos”, informa. “Nosso desafio, agora, é garantir a participação dos alunos, qualificando sistemas de ensino e professores e melhorando a acessibilidade para que todos os alunos tenham o seu processo escolar e de aprendizagem efetivos. ”

    Assessoria de Comunicação Social

  • Gabriela Alves, 22 anos, tem uma rotina agitada. Divide o dia entre o curso técnico profissionalizante para assistente administrativo, os estudos do ensino médio e as aulas de dança do ventre. É uma jovem ativa e cheia de sonhos como todas as outras da sua idade, com uma pequena diferença que a torna ainda mais especial: ela tem Síndrome de Down.

    Nesta terça-feira, 21, Gabi (como gosta de ser chamada) e dezenas de outros amigos e colegas compareceram ao seminário Ir e Vir com Independência, promovido pelo senador Romário Faria (PSB-RJ) para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down. A mesa de abertura do evento, realizado no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, contou com a presença dos ministros Mendonça Filho, da Educação, e Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    As questões sobre inclusão social, no mercado de trabalho e no sistema educacional, foram destaques do seminário. “Não vencemos todos os preconceitos, mas passos importantes foram dados. Quem acompanha as estatísticas sabe que o país evoluiu muito na educação inclusiva”, declarou o ministro Mendonça Filho. De acordo com os dados do censo da educação básica de 2015, o país contava naquele ano com 645.304 portadores de deficiência intelectual matriculados na educação especial, sendo 490.015 em classes comuns e 155.289 em classes exclusivas.

    O ministro Mendonça Filho, o senador Romário e o ministro Roberto Barroso falaram sobre inclusão social em debate no Senado (Foto: Mariana Leal/MEC)“Avançamos bastante, mas ainda há muitas barreiras a serem quebradas”, afirmou o senador Romário, que citou o exemplo da Lei Brasileira de Inclusão, que precisa ser regulamentada em vários de seus artigos. O senador é defensor incansável da causa e sonha que um dia todos tenham as condições favoráveis de educação e demais oportunidades que pode proporcionar à filha Ivy, de 12 anos, que já lançou um livro biográfico e hoje é youtuber, “para mostrar um pouco da vida dela e continuar inspirando milhares de pessoas com Síndrome de Down”.  

    Assessoria de Comunicação Social


  • (Arte: ACS/MEC)

    O programa Trilhas da Educação, exibido pela Rádio MEC, traz uma ideia que auxilia no aprendizado de matemática e ainda resgata o ensinar inclusivo. Rafael Pontes, de 38 anos, leciona no curso de ciências da computação na Universidade Federal do Amapá. Em sua trajetória como pesquisador, ele sempre pensou em formas de promover e facilitar o ensino da matemática também em grupos inclusivos, beneficiando crianças, por exemplo, com síndrome de Down.

    E foi durante as pesquisas de mestrado e doutorado que um projeto ganhou força: a construção de um software que não só ajudasse os professores em sala de aula, como também os alunos, melhorando o desenvolvimento deles ainda na educação infantil. “O intuito era entender as potencialidades das crianças e auxiliar os professores para o ensino da criança com essa síndrome a estimular a coordenação motora, o desenvolvimento cognitivo, a linguagem da matemática e a interação na sala de aula”, explica Pontes. “E o software se mostrou um instrumento eficaz com qualquer criança, inclusive com as com síndrome de Down e outras síndromes. ”

    Chamado de “Papado”, o software é gratuito e pode ser usado pelos alunos em sala de aula e em casa, com a ajuda do pais. “É uma ferramenta simples feita em flash e contém exatamente aquelas atividades de matemática do ensino médio do ensino fundamental”, conta o professor.

    Rafael dá detalhes do desempenho que observou ao longo da pesquisa: “No caso da síndrome de Down, o software superou as minhas expectativas. Até no apoio, a coordenação motora ele foi importante. O aluno interagia com o software por meio do mouse. Então, quando ele conseguia se apropriar do uso do mouse, já era um grande avanço no seu desenvolvimento cognitivo e motor”.

    Jogo – O aplicativo se assemelha a um jogo interativo, característica que, segundo Rafael, deixa o aprendizado mais lúdico. “É possível gostar de matemática quando ela é ensinada de forma mais atrativa”, destaca. “Isso permite ao aluno interagir com o professor. Quando ele acerta, o professor aplaude; quando ele erra, emite-se um som de estímulo para que ele tente novamente. Isso dá uma sensação de pertencimento. ”

    Planejando atender toda a rede pública de ensino fundamental do estado do Amapá, Rafael conversou com outros professores e alunos durante a pesquisa, testando e validando a aplicação do projeto ao longo do período de experiência. “Os professores usaram o aplicativo dentro do laboratório, com computador e Datashow, e projetaram em sala de aula”, conta. “A ideia é exatamente essa, conhecer as dificuldades dos professores e desenvolver soluções tecnológicas para apoia-los em sala de aula. ”

    A tecnologia faz parte do banco de objetos educacionais do MEC e pode ser baixada gratuitamente, no endereço http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/.

    Assessoria de Comunicação Social 

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