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  • O professor de matemática Joel Girad criou um protótipo de material didático para estudantes, portadores ou não de deficiência. O material pode ser usado nas aulas de matemática do ensino fundamental e médio.


    Ex-aluno do Instituto Federal de Educação Profissional, Científica e Teconógica de Pernambuco, com especialização na educação de jovens e adultos, Joel fez dissertação sobre a universalização do material didático em seu trabalho de conclusão de curso. Integrante da organização não governamental Famílias Unidas, Joel, que é francês, leciona em cursos oferecidos a comunidades carentes da região metropolitana de Recife.


    O invento, ainda em fase de acabamento, tem viabilidade econômica e tecnológica e será testado em sala de aula, com o apoio do programa Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Especiais (Tec Nep Napne).


    Joel pretende ainda criar um protótipo de material didático para o ensino do alfabeto em braille.

    Assessoria de Imprensa da Setec

  • O ministro Mendonça Filho interage com os alunos do projeto, durante uma oficina de arte realizada na Fundação Joaquim Nabuco (Foto: André Nery/MEC)
    Recife, 23/2/2018 - Dentro da meta de propiciar a estudantes de escolas públicas, além do público em geral, a vivência de atividades que marcam a cultura pernambucana, o Ministério da Educação e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) lançaram nesta sexta-feira, 23, o projeto Mestres dos Saberes. Esse é o tema do programa da série Trilhas da Educação transmitido nesta sexta pela Rádio MEC.

    Com um investimento R$ 311 mil, esse projeto prevê 20 oficinas de artesanato e cinema a serem realizadas no Museu do Homem do Nordeste (Muhne), no Recife, ao longo dos próximos três meses. A expectativa é de que 400 alunos da rede pública recifense sejam beneficiados.

    Presente ao evento, o ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou a importância da iniciativa, relevante na área da cultura: “É um belo projeto que une educação e arte popular em um mesmo ambiente, para uma troca rica de sabedoria entre artesãos e alunos da rede pública. Os objetivos maiores dessa instituição [Fundaj] são difundir os valores da cultura, da pesquisa vinculada à educação e, naturalmente, ser um braço do MEC na integração entre educação e cultura. A Fundaj é uma instituição respeitada nacionalmente e que tem uma representatividade muito grande na área da cultura, da educação e da pesquisa”.

    Oficinas – Cada oficina será ministrada por um mestre da cultura pernambucana, que vai ensinar aos participantes, na prática, diversas técnicas artísticas utilizadas no processo de produção. Participam artistas conceituados, como o cineasta Lula Gonzaga, pioneiro no estado ao fazer cinema unindo audiovisual e desenho animado; as mestras Mazé e Cosminha, de Vicência, que produzem sandálias, bolsas e vários outros itens tendo como matéria prima a fibra de bananeira; o mestre Zuza de Tracunhaém, artista que trabalha com o barro desde a adolescência; Josa de Olinda, mestre na arte da madeira; o carnavalesco Lula Vassoureiro e o xilogravurista Bacaro Borges, de Bezerros.

    O Museu do Homem do Nordeste (Muhne), órgão federal vinculado à Fundaj e ao MEC, funcionará como intermediário. A coordenadora de Exposições e Difusão Cultural do museu, Simone Luizines, observa que “o projeto tem tudo a ver com o Muhne, por unir a parte educativa com a exposição, além de realizar essa aproximação entre a escola e os mestres da arte popular”.

    Tradições – O Mestres dos Saberes, segundo seu coordenador geral, Afonso Oliveira, se caracteriza por disseminar as tradições culturais do estado e a sabedoria popular, conseguindo abordar todas essas tradições do estado por região. “O primeiro recorte que demos foi o regional”, enumera. “Tem sertão, Agreste, tem Zona da Mata Norte, Zona da Mata Sul e Região Metropolitana, e escolhemos a linguagem dentro de cada área. Do sertão trazemos a madeira; do Agreste, o trabalho do barro; e estamos trazendo o Mestre Lula Gonzaga do cinema de animação, por exemplo. ”

    De uma família de artesãos, mestre Zuza de Tracunhaém, destaca: “O projeto é uma oportunidade que nos foi dada para repassar o nosso conhecimento para alunos das escolas públicas, estaduais e municipais do Recife. Unir cultura e educação e muito importante. Creio que nós, mestres artesãos, vamos dar a nossa parcela de colaboração para que esse projeto seja grandioso”.

    Entre os alunos da escola municipal Professor Nilo Pereira que participaram do lançamento do projeto, a pequena Júlia não escondia a felicidade de poder participar dessa iniciativa: “O projeto é muito bom e maravilhoso. Estou orgulhosa de ver todas essas peças. É uma oportunidade muito grande que a escola e o mestre Zuza está nos dando de poder vivenciar isso”.

    Ao encerramento das oficinas, serão realizadas uma exposição, uma feira de artesanato e um seminário de empreendedorismo, com foco na produção artesanal. Todos que concluírem a formação vão receber certificado. Estudantes de Pernambuco interessados em participar do projeto devem enviar Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para os organizadores, solicitando a ficha de inscrição. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone (81) 3073-6331.

    Assessoria de Comunicação Social

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