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  • O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, marcado para 5 e 11 de novembro, terá um novo recurso para ajudar candidatos com surdez ou alguma deficiência auditiva. Pela primeira vez, os estudantes farão a prova com a ajuda de videolibras. Oferecida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a ferramenta, ainda experimental, dará aos alunos o apoio de um vídeo que apresenta as questões traduzidas para a língua brasileira de sinais (libras). O recurso será aplicado para até 20 pessoas por sala.

    A diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, Luana Bergmann, explica que as videolibras são mais uma das iniciativas da política de acessibilidade do Enem. “Os participantes que na hora da inscrição optaram por participar dessa iniciativa vão receber um laptop e um vídeo demonstrativo com as áreas de conhecimento para que possam fazer a prova em libras”, informa. “Além do laptop, receberão a prova impressa, o cartão de respostas e o cartão de redação, onde escreverão o texto em língua portuguesa. Também terão direito a duas horas adicionais para realização do exame.” Foram registrados 1.635 mil candidatos optantes por videolibras.

     

    Ana Paula Silva de Castro, pedagoga do Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais de Brasília, destaca a utilidade desse novo recurso para o candidato que apresenta dificuldades com o uso da língua portuguesa e que tem as libras como língua pátria. “Tudo que chega para ajudar quem tem esse tipo de dificuldade é importante”, afirma. “O estudante vai ter mais facilidade com o entendimento das questões. As videolibras vieram para contribuir com essas pessoas, pois elas realmente vão poder fazer a prova na íntegra. ”

    Expectativa – Estreante no Enem, Ana Carolina dos Santos Carneiro, de 20 anos, aluna da Escola Bilíngue de Taguatinga, em Brasília, é uma das candidatas a fazer a prova com o auxílio das videolibras. “Esse recurso vai me ajudar muito na hora da prova”, comemora a estudante, que concorre a uma vaga no curso de pedagogia. “O fato de [o exame] ser direto em libras é importante, pois vamos conseguir compreender o exame em português.”.

    Ana Carolina (quarta a partir da esquerda), entre seus colegas da Escola Bilíngue de Taguatinga: “Esse recurso vai me ajudar muito na hora da prova” (Foto: Mariana Leal/MEC)

    Amigo de Ana Carolina, Diogo da Silva Santos, 20, também destaca a importância do novo recurso oferecido pelo Inep: “O ouvinte está acostumado com a prova escrita, que é o registro da fala. Então, para a gente, que não escuta, é muito difícil, tanto que o português é a nossa segunda língua. No caso das libras, vai facilitar, porque é a língua que uso no meu dia-a-dia”. Ele quer ser professor de português como segunda língua ou fazer o curso de direito.

    Além da prova em vídeo, os estudantes com surdez ou deficiência auditiva terão outros dois recursos já tradicionalmente oferecidos: o tradutor-intérprete de libras e a leitura labial. Quem optou pelo tradutor-intérprete terá orientação de profissional capacitado para dúvidas específicas de compreensão da língua portuguesa escrita, sem fazer a tradução integral da prova. O participante fará a prova em salas com até seis pessoas e com dois tradutores.

    No recurso de leitura labial, o participante tem o auxílio de profissional capacitado em comunicação oral de pessoas com deficiência auditiva ou surdez e preparado para usar técnicas de interpretação e leitura dos movimentos labiais. Esses profissionais também atuam em dupla em salas para até seis participantes.

    Atendimento especializado – Os participantes com deficiência auditiva e surdez fazem parte do grupo ao qual também é oferecido o atendimento especializado, que contempla ainda candidatos com autismo, baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência intelectual, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdocegueira e visão monocular. Dentro de uma política de inclusão, o Inep também oferece atendimento específico para gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar. O Enem 2017 tem 41.284 inscritos nessa condição.

    Além dos recursos de guia-intérprete, tradutor-intérprete de libras, prova ampliada, prova em braile, prova super ampliada, auxílio para leitura e auxílio para transcrição, há ainda a opção de tratamento pelo nome social para transexuais e travestis. São medidas que fazem parte dos mecanismos desenvolvidos pelo Inep para promover a acessibilidade dos candidatos ao Enem.

    Assessoria de Comunicação Social 

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