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Intitutos federais

Nova tecnologia de inseminação faz melhorar o rebanho do Sul

  • Quinta-feira, 04 de junho de 2009, 14h43

Nova tecnologia de inseminação faz melhorar o rebanho do SulPorto Alegre – As novas tecnologias e os avanços do setor agropecuário não se restringem às classes escolares no Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Sertão. Referência na região Sul pela tecnologia utilizada, o curso de inseminação artificial em bovinos, desenvolvido há 12 anos na instituição, já formou mais de 1.500 profissionais e disseminou a técnica para a melhoria genética do rebanho de todo o estado.


São quatro edições por ano, com carga horária de 40 horas e 12 alunos cada. O Técnico em Agropecuária Vilmar Ulrich, junto aos coordenadores do curso, Professor Heitor José Cervo e o Médico Veterinário João Carlos Berton, são os instrutores.


O curso atrai interessados de todos os municípios da região e de várias partes do estado. De acordo com o professor e instrutor Heitor José Cervo, o sucesso se deve à estrutura oferecida pelo campus, que além de todo o equipamento e instalações necessários para as aulas práticas e teóricas, também oferece alimentação e pousada, tudo por um custo bem inferior ao do mercado.


O campus também é uma das poucas instituições que dispõem de manequins para simulação e de um plantel de animais de alta qualidade para o treinamento prático dos alunos.


Promovido pela antiga Escola Agrotécnica Federal de Sertão, com o apoio do Senar, do Sindicato Rural e da empresa distribuidora de sêmen Lagoa da Serra, o curso tem o reconhecimento da Associação Brasileira de Inseminadores Artificiais (ASBIA) e segue os padrões da entidade.


Pioneirismo – A ideia de expandir a técnica teve início em 1995, quando o médico veterinário João Carlos Berton ingressou na antiga Escola Agrotécnica Federal de Sertão, hoje campus Sertão do IFRS. “Constatei, logo na chegada, a precariedade da bovinocultura de leite da instituição, com animais mistos, de genética precária e acasalamento com monta natural”, recorda ele. “A partir desta percepção, iniciei o trabalho de melhoramento genético do rebanho com a inseminação artificial, otimizando a utilização de machos com excelentes condições zootécnicas”, conta o veterinário.


Até então, segundo ele, a contribuição do melhoramento genético na produção leiteira, por meio da deposição de sêmen de touros introduzido no útero de fêmeas férteis, era limitada, pela falta de mão-de-obra especializada. Em 1997 teve início o curso de inseminação artificial para os alunos da escola, com o intuito de a que utilizassem em animais, aumentando a produtividade.


A técnica foi tão bem aceita que os alunos pediram para que o curso fosse ministrado com periodicidade. A solicitação para sua implantação foi acatada pela direção da escola. Posteriormente foi estendido aos produtores rurais e profissionais (veterinários e zootecnistas). Mais tarde a Instituição recebeu apoio do Senar e da empresa fornecedora de sêmen testado Lagoa da Serra.


Trabalho e renda – Na opinião do professor Heitor José Cervo, o curso é fundamental na disseminação da tecnologia de inseminação, antes restrita às cooperativas e grandes empresas. “Na área zootécnica, mais especificamente aves e suínos, a evolução acontece de forma rápida, sendo as duas as mais desenvolvidas do país, pela ação de grandes empresas”, avalia. Entretanto, explica o professor, a produção de leite ficava mais apoiada nas cooperativas e sua evolução produtiva – sanidade, nutrição, melhoramento genético e manejo – ficava a mercê dos produtores, com pouca capacidade de investimentos.


Neste período em que o curso vem sendo realizado foram capacitadas mais de 1.500 pessoas, segundo Cervo. “Esses profissionais estão levando às diversas regiões do país esta técnica de melhoramento genético, gerando trabalho e renda. E o curso também contribui para a implantação cada vez maior da pecuária de leite no Rio Grande do Sul.”


O Campus também está impulsionando a implementação de novas biotecnologias para aumentar a produtividade do rebanho, como a transferência de embriões em bovinos e ovinos, a inseminação artificial em tempo fixo em bovinos e ovinos, e o congelamento de sêmen de ovinos, informa o professor.

Assessoria de Imprensa do IFRS

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