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Educação integral

Diretores de escolas enfrentam desafios da segunda jornada

  • Terça-feira, 08 de dezembro de 2009, 18h33
  • Última atualização em Terça-feira, 08 de dezembro de 2009, 18h55
Em 2008, das 1.380 escolas do Mais Educação, 428 desenvolveram atividades de rádio. (Foto: João Bittar)Utilizar com aproveitamento a jornada escolar ampliada de quatro para sete horas diárias (educação integral) e dominar as técnicas da prestação de contas dos recursos públicos. Esses são os principais desafios apresentados por diretores e coordenadores de escolas públicas, nos dez seminários regionais já realizados para avaliar o programa Mais Educação. Ao todo são 11 seminários.

A diretora de educação integral, direitos humanos e cidadania da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, Jaqueline Moll, explica que a gestão do tempo ampliado é uma novidade para as mais de 5 mil escolas que estão no programa. O período intermediário entre os turnos, que envolve o almoço e a escovação dos dentes, é parte da experiência que as escolas têm que administrar. Em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, por exemplo, grupos de mães vão à escola para ajudar nessa tarefa.

A segunda jornada dos alunos – no turno anterior ou depois das aulas regulares – também requer organização da escola, especialmente porque os estudantes vão para atividades diferentes. Isso, segundo Jaqueline Moll, as escolas estão aprendendo a fazer desde 2008, quando o programa começou, e será um desafio para as novas escolas que ingressarão em 2010. No próximo ano, o Mais Educação terá 10 mil escolas, sendo 126 do ensino médio, 110 da área rural e as demais são escolas urbanas de ensino fundamental.

A prestação de contas dos recursos recebidos pela escola, entre R$ 30 mil e R$ 100 mil, dependendo do número de alunos que estão na jornada integral, também requer atenção dos diretores. Os recursos saem do Ministério da Educação diretamente para a caixa escolar, em cota única, mas é exigida prestação de contas anual. De 24 a 26 de fevereiro de 2010, a Secad realizará um seminário nacional sobre o programa, em Brasília.

Sucesso – Ao acompanhar dez dos 11 seminários regionais (o último será em Manaus, nos dias 14 e 15), a diretora de educação integral da Secad avalia que os resultados do Mais Educação são positivos: mais aprendizagem, menos evasão, mais articulação entre escola e comunidade, maior envolvimento das universidades públicas com as escolas da educação básica.

Quando fala que alunos estão aprendendo mais, Jaqueline Moll cita o exemplo do rádio escolar, um dos dez tipos de atividade que podem ser escolhidos: ao buscar informações na escola e no bairro, ao escrever as notícias no formato conciso do rádio, ao ler para o público, as crianças desenvolvem uma série de habilidades de leitura e escrita de forma lúdica, diz. Esse aprendizado, além de repercutir positivamente na educação da criança e do adolescente, também motiva e evita a evasão, segundo a diretora. Em 2008, o rádio escolar foi o campeão das atividades da educação integral – 428 escolas, seguido da banda de fanfarra que teve a adesão de 393 escolas.

Ensino médio – As 126 escolas públicas estaduais de ensino médio que participam da experiência-piloto este ano continuarão no Mais Educação em 2010. São escolas de 11 estados e do Distrito Federal, assim distribuídas: Alagoas, sete escolas; Amapá, 14; Amazonas, 13; Bahia, 16; Maranhão, 14; Pará, 13; Pernambuco, oito; Piauí, 15; Rio de Janeiro, dez; Rio Grande do Norte, 14; Espírito Santo e Distrito Federal, uma cada.

Ionice Lorenzoni
Assunto(s): Educação integral , Secad
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