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Diversidade

Maceió vai sediar a primeira oficina de geografia afro-brasileira

  • Terça-feira, 22 de fevereiro de 2005, 07h58
  • Última atualização em Quarta-feira, 09 de maio de 2007, 11h51

A cidade de Maceió (AL) vai sediar a primeira Oficina Temática: Introdução à Geografia Afro-brasileira, entre os dias 3 e 4 de março. O evento faz parte do projeto Geografia Afro-brasileira e Educação, desenvolvido pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad)/Coordenação-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional (CGDIE), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O professor Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, do Centro de Cartografia e Informação Geográfica, da (UnB), é o responsável pela coordenação dos trabalhos.

O projeto Geografia Afro-brasileira e Educação engloba uma série de ações que o MEC vem implementando em conjunto com as secretarias de educação, voltadas para o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e seus complementos oriundos da Lei nº 10.639/2003, que determina incluir no currículo oficial do sistema de ensino, a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-brasileira".

Para o secretário da Secad/MEC, Ricardo Henriques, o resultado esperado da oficina é a formação de multiplicadores que possam se juntar aos esforços de gestores dos sistemas de ensino, educadores e pesquisadores que vêm contribuindo para a discussão e inclusão da temática étnico-racial nas políticas educacionais. "Essa oficina tem como objetivo contribuir efetivamente, com informações sistematizadas para trazer à luz uma África e um Brasil como entidades históricas, e estimular os participantes para a elaboração de material didático com indicações para o professor alterar sua prática no processo de ensino-aprendizagem nos conteúdos de geografia do Brasil e da África", comentou.

Segundo o professor Rafael, a oficina temática busca trazer elementos para colaborar na construção de uma outra territorialidade da população negra brasileira, a partir de "ferramentas educacionais" onde professores dos distintos níveis formais de ensino possam alterar suas práticas no processo de transmissão dos conteúdos de geografia e de história do Brasil e da África, assim como de questões afro-brasileiras.

"Não podemos esquecer que entre os principais entraves ao desempenho do negro na nossa sociedade, se destaca a inferiorização desse na escola, e a raiz dessa desigualdade estaria na pré-escola. Primeiro, são os livros didáticos que ignoram o negro brasileiro e o povo africano como agentes ativos da formação geográfica e histórica do Brasil. Em seguida, a escola tem funcionado como uma espécie de segregadora informal", enfatizou.

O projeto Geografia Afro-brasileira e Educação deverá ocorrer ainda este ano, em mais seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Sonia Jacinto

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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