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Alfabetização

Medalha Paulo Freire premia experiências bem-sucedidas

  • Quinta-feira, 23 de novembro de 2017, 15h51
  • Última atualização em Quinta-feira, 23 de novembro de 2017, 17h35

Experiências educacionais bem-sucedidas que promovem políticas, programas e projetos cujas contribuições sejam relevantes para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) foram agraciadas nesta quinta-feira, 23, em Brasília, com a Medalha Paulo Freire. Promovida pelo Ministério da Educação, a premiação contempla as instituições que se destacam nos esforços da universalização da alfabetização e na melhoria da qualidade da educação no Brasil.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Ivana de Siqueira, destacou o caráter desafiador da EJA, oferecida a partir dos 15 anos para o público de ensino fundamental e, para o ensino médio, a partir dos 18 anos, e falou sobre a importância de dividir essas experiências para aprimorar a Educação de Jovens e Adultos no Brasil. “Avançamos muito na educação, mas nessa área ainda temos um passado que precisa se pensar muito, refletir e avançar”, afirmou, lembrando que, no Brasil, 50 milhões de pessoas, com 15 anos ou mais, não completaram a educação básica. “Temos procurado encontrar maneiras de contribuir, cada vez mais, com os estados e municípios, e com a rede de escolas do nosso país para diminuir esses números ainda preocupantes. ”  Em 2017, 58 trabalhos participaram da seleção e nove foram premiados. Cinco receberam a Medalha Paulo Freire. São representantes de Goiás, Mato Grosso, Paraná e Ceará. Os outros quatro, a Menção Honrosa. Eles vieram do Piauí, do Ceará, de Roraima e de Santa Catarina. 

Diretora da Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, de Fortaleza (Ceará), Orlenilda Souza estava radiante com a chance de representar a escola e os alunos. Desenvolvido pela instituição, o projeto Cultura Afro investiu no resgate da autoestima das mulheres negras da escola. A escola tem 250 alunos, de 14 a 74 anos, e o resultado da iniciativa foram adultos mais confiantes e dedicados. “Percebemos a baixa autoestima dos nossos alunos da EJA e vimos que isso estava relacionado à identidade deles”, explicou a diretora. “O Cultura Afro busca fazer com que eles entendam a sua identidade negra e, dali, partam para um projeto de vida, para uma mudança de comportamento e uma nova postura diante dos desafios da nossa comunidade. ”

Este ano, 58 trabalhos participaram da seleção e nove foram premiados; cinco com a Medalha Paulo Freire e outros quatro com menção honrosa (Foto: Mariana Leal/MEC)

A Escola Municipal Francisco de Souza Bríglia, de Boa Vista (Roraima), recebeu a menção honrosa pelo projeto Música para a Inteligência, que atraiu 130 estudantes de 15 e 92 anos a concluir os estudos. “Introduzimos a música popular brasileira, a música afro e a música religiosa e evangélica no ensino”, contou a diretora da escola, Adaize Rosas de Souza. “Usamos isso como inspiração para que os jovens e os idosos não deixassem a escola e fossem alfabetizados com prazer. Receber essa menção honrosa é o reconhecimento do nosso trabalho. ”

Avaliação – A escolha dos trabalhos foi feita por uma comissão julgadora, que, para avaliação das experiências educacionais, visitou as instituições que executam na prática os projetos. Representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e membro da comissão, Maria Edineide Batista reforçou que a Medalha Paulo Freire é importante para vivenciar o comprometimento dos professores, assim como também dos gestores, frente a tantos desafios encontrados na EJA. “As experiências educacionais por mim visitadas estão em pé de igualdade, claro que em contextos diferentes, mas todas merecem a medalha número 1”, elogiou.

Medalha – Os autores de experiências vencedoras da edição 2017 da Medalha Paulo Freire ganham a peça em bronze. Em uma das faces aparece a imagem do educador e na outra, a frase: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. A premiação tem caráter exclusivamente cultural, o que exclui qualquer modalidade de sorteio ou pagamento aos concorrentes.


Projetos ganhadores da Medalha Paulo Freire:

- Cultura Afro – Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva – Fortaleza (CE)
- Eu, Cidadão do Mundo – Centro de Educação de Jovens e Adultos Arco Íris – Goiânia (GO)
- Os Educandos da EJA como Agentes (Transformadores nos 300 Anos da História Cuiabana) – Secretaria Municipal de Educação, Desporto e Lazer – Cuiabá (MT)
- Gestão dos Territórios Tradicionais de Pescadores (as) Artesanais – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná – Paranaguá (PR)
- A Construção de Ações Cidadãs no Universo Escolar da EJA – Autarquia Municipal da Educação de Apucarana – Apucarana (PR)


Projetos que ganharam menção honrosa:

- Monte Sião e EJA – Educar e Ressocializar – Casa de Recuperação Monte Sião – Cascavel (CE)
- Valorizando o Homem do Campo – Canel Central Agrícola Nova Era Ltda._ Uruçuí (PI)
- Música para a Inteligência – Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Francisco de Souza Bríglia – Boa Vista (Roraima)
- Escolarização Depois dos 40 – Recomeçar para Cuidar de Si – Associação dos Professores e Alunos do NAES de Itapiranga – Itapiranga (SC)

Assessoria de Comunicação Social

 

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