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Educação especial

Inclusão assegura 63% de portadores de necessidades especiais nas escolas

  • Terça-feira, 26 de dezembro de 2006, 08h03
  • Última atualização em Quinta-feira, 28 de junho de 2007, 06h43

A inclusão de estudantes com deficiência em classes regulares da educação básica constitui a principal vitória do trabalho desenvolvido pela Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC) em 2006. A prova está no salto das matrículas, de 640.317 em 2005 para 699.817 este ano, e no aumento da participação da rede pública nesta oferta — concentra, hoje, 63% das matrículas.

A abertura e a preparação das classes regulares para receber alunos com deficiência deve ser atribuída, segundo a secretária Cláudia Dutra, à aplicação correta da legislação educacional do País, a acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário e, principalmente, às inúmeras parcerias firmadas pela Seesp com as redes públicas estaduais e municipais. “A educação se faz de forma colaborativa, e a classe heterogênea constitui o modo mais rico de aprender”, disse Cláudia.

A comparação dos números mostra que o avanço nos últimos oito anos é significativo. Em 1998, apenas 6,5 mil escolas públicas tinham alguma matrícula de aluno com deficiência, contra 50.431 estabelecimentos registrados em 2006.

Na avaliação da secretária, o Brasil avançou também na oferta de oportunidades qualificadas para alunos superdotados e com altas habilidades. Para eles, como para aqueles com deficiência, aumentaram os programas de qualificação dos professores e as salas de aula foram equipadas com recursos tecnológicos e mobiliário adequados. Além disso, foram desenvolvidos projetos de revisão das condições de ingressos em prédios, salas e bibliotecas.

Ionice Lorenzoni

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Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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