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Educação profissional e tecnológica

Expansão do ensino profissional amplia variedade de cursos, como em Ouro Preto

  • Segunda-feira, 30 de janeiro de 2006, 14h32
  • Última atualização em Quinta-feira, 17 de maio de 2007, 09h45

O Plano de Expansão e Fortalecimento da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica vai ampliar, além do número de instituições de ensino, a variedade de cursos oferecidos. Aprovado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2005, o projeto vai estimular a criação de cursos sintonizados com as características produtivas de cada região.

O Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Ouro Preto, Minas Gerais, adiantou-se à decisão do Ministério da Educação e lançou neste semestre o curso superior de tecnologia em conservação e restauração de imóveis. Segundo o coordenador do curso, professor Ney Nolasco, serão formados profissionais especializados em patrimônio, com a utilização de conceitos de história, engenharia, arquitetura e artes. “Engenheiros e arquitetos saem da universidade sem condições de recuperar uma obra ou um prédio”, disse.

As inscrições para o vestibular estão abertas até 4 de fevereiro. As provas serão realizadas em 4 e 5 de março para preencher 35 vagas do curso, que terá 46 disciplinas obrigatórias e outras opcionais, como arqueologia, arquitetura de terra e elementos artísticos. O programa tem duração de três anos. Nolasco lembra que a história de Ouro Preto levou à criação do curso, inédito no país. “A preservação de Ouro Preto como cidade turística é fundamental”, disse.

O chefe do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Benedito Tadeu de Oliveira, salienta que o curso chega com atraso de décadas. Ele lembra que Minas tem quase 20 cidades históricas e nenhum curso de preservação para a formação de técnicos.

Expansão — O plano de expansão da rede prevê a construção de 40 instituições em todo o país até 2007 — três escolas técnicas, cinco agrotécnicas e 32 unidades de ensino descentralizadas (Uneds). Serão investidos R$ 150 milhões, dos quais R$ 57 milhões em 2006 para a construção de 25 Uneds. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o objetivo do governo é levar educação profissional e tecnológica de qualidade ao interior e à periferia dos grandes centros. “O programa de expansão das escolas técnicas se conjuga com o programa de expansão da educação superior no país. É análogo ao que estamos fazendo em relação à educação superior”, disse.

Repórter: Flavia Nery

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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