Portal do Governo Brasileiro
Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Todas as notícias > Evasão no ensino médio supera 12%, revela pesquisa inédita
Início do conteúdo da página
Projovem urbano

Programa permitirá a jovens concluir o ensino fundamental

  • Terça-feira, 21 de maio de 2013, 18h16
  • Última atualização em Terça-feira, 21 de maio de 2013, 18h16
Mapa com estados e municípios que aderiram ao Projovem Urbano. Clique para ampliarOs 15 estados e os 124 municípios que, em 2013, aderiram ao Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem Urbano) devem matricular no ensino fundamental 122,9 mil estudantes na faixa de 18 a 29 anos. As matrículas serão feitas nos meses de junho e julho e as aulas terão início em agosto.

Podem participar do programa jovens alfabetizados, mas que não concluíram o ensino fundamental, residentes em cidades com mais de 100 mil habitantes. A formação transcorre em 18 meses, em que são desenvolvidas 2 mil horas de atividades pedagógicas, sendo 1.560 horas presenciais e 440 horas de atividades comunitárias acompanhadas por orientadores. Ao final do curso, os jovens com aproveitamento escolar recebem certificado de conclusão do ensino fundamental e são encaminhados para o ensino médio ou profissional.

Durante o curso, os alunos recebem todo o material didático, iniciação profissional e uma bolsa-permanência de R$ 100,00 mensais. A contrapartida do aluno é frequentar, pelo menos, 75% das aulas. Junto às salas de aulas, a título de apoio, o programa abriu, em 2012, salas de acolhimento para os filhos dos jovens. As salas recebem crianças com até cinco anos de idade, que permanecem no espaço durante o período em que a mãe ou pai estuda. A diretora de educação e políticas para jovens da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secadi), Cláudia Veloso, explica que as salas de acolhimento não são creches, mas são atendidas por cuidadores onde também é servida merenda.

Segundo Cláudia Veloso, com a adesão de 15 estados ao programa, o número de municípios deverá ser ampliado. Em 2012, por exemplo, o Projovem chegou a 309 cidades, das quais 119 fizeram adesão individual e as demais foram incluídas pelos estados.

Violência – Integrante do Plano Juventude Viva, que é coordenado pela Presidência da República, o Projovem passa, em 2013, a participar das ações do governo federal de combate à violência contra a juventude negra. Cláudia Veloso explica que, das 132 cidades com os maiores índices de violência contra jovens negros, que constam do mapa elaborado pelo Ministério da Saúde, 74 aderiram ao Projovem, além de seis estados que vão atender outros municípios.

Estados e municípios que desenvolvem o Projovem urbano recebem recursos do governo federal. O cálculo é por aluno matriculado e a transferência é direta. Os municípios recebem R$ 165,00 por mês durante 18 meses para cada estudante em formação; os estados recebem R$ 170,00 para o mesmo período.

No caso das cidades cadastradas pelo mapa da violência contra jovens negros, o valor é maior: os municípios recebem R$ 175,00 mensais por estudante matriculado; e os estados, R$ 180,00 para a mesma ação. Segundo Cláudia Veloso, o acréscimo tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de atividades culturais suplementares e, assim, promover a permanência dos estudantes no curso.

Turmas de 2012 – Em dezembro deste ano, as turmas que ingressaram no Projovem em 2012 concluem a formação. Conforme dados da diretoria de educação e políticas para jovens da Secadi, 83.483 jovens de 309 municípios estão nas salas de aula. Destes, 38,4% são do sexo masculino e 61,7% do sexo feminino; 83,5% são negros. Entre as cinco regiões do país, o Nordeste aparece com o maior número de matrículas.

Ionice Lorenzoni

X
Fim do conteúdo da página